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CACHORRO É MELHOR QUE GENTE

Este blog é para aquelas pessoas que como eu são apaixonadas por cachorros e conhecem o amor e lealdade incondicionais desses animais.

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Luxação de patela

Saiba de que forma a luxação de patela em cães afeta a vida e a mobilidade e como tratar este problema de joelho

Adaptado de Ricardo Tubaldini

O mundo da ortopedia veterinária lida diariamente com a luxação de patela: um problema bastante comum na vida de cães ativos e que pode prejudicar muito a mobilidade e a saúde os animais. 



Também denominada como rótula, a patela é o osso do joelho do animal que tem o seu alinhamento com o músculo quadríceps como principal função e, portanto, quando há a luxação desta porção, ocorre o desencaixe das articulações da região do joelho do animal acometido – causando desde muita dor para o animal até uma grande perda no seu nível de mobilidade.


Tendo a cirurgia ortopédica como principal e mais eficiente forma de tratamento, a luxação de patela começa a mostrar sinais bastante claros conforme a evolução do quadro e o andar manco é um dos primeiros e principais sintomas a serem notados nos animais afetados pela complicação. 

Embora possa afetar cães de todas as raças, este problema costuma ser mais visto em cachorros de pequeno porte; comprometendo a sua mobilidade de forma bastante significante.

Assim como no caso da grande maioria das doenças ou complicações (ortopédicas ou não) que podem surgir na vida de cães, a luxação patelar é um problema que conta com muito mais chances de tratamento efetivo quando o seu diagnóstico é feito de maneira precoce - já que, dessa forma, o procedimento cirúrgico poderá ser realizado quando o nível de evolução do problema ainda é baixo; garantindo que danos maiores não se desenvolvam na região da rótula e, consequentemente, que as complicações possam ser revertidas de maneira mais simples, rápida e eficiente.

Tendo em vista que o problema da luxação da patela pode trazer uma série de incômodos e afetar muito a mobilidade – e, consequentemente, a saúde – dos animais, fique ligado nos principais sintomas, causas, meios de diagnóstico e tratamento deste problema cada vez mais frequente.

Podendo ser uma doença congênita ou que se desenvolve em função de um trauma, a luxação patelar só pode ser prevenida na vida dos cães quando tem origem em algum tipo de acidente; já que, nos casos em que o animal nasce com a patologia, não há meios de evitar o seu desenvolvimento conforme o crescimento do animal – cabendo aos seus donos, apenas, aguardar o aparecimento dos sintomas para que se inicie um tratamento adequado e castrar o animal para que não tenham descendentes com esta patologia congênita.

Embora, na grande maioria dos casos, a luxação patelar acometa os cães pequeninos, este é um problema que também pode afetar cachorros de grande porte que tenham o problema em função de uma origem genética. 

Enquanto, no mundo canino, raças pequenas como Poodle, Yorkshire, Shih Tzu, Dachshund, Pequinês, Lhasa Apso, Lulu da Pomerânia, Chihuahua, Bichon Frisé e Pug, entre outros – sendo que cães de maior porte como Cocker Spaniel, Labrador Retriever, Bulldog Inglês, Golden Retriever também podem apresentar o quadro (sem contar cachorros de origem mestiça). 

Tratando-se de um osso que fica localizado na parte central dos joelhos do animal (dentro do sulco patelar), a patela é a grande responsável por alinhar o joelho aos músculos que ficam ao seu redor e; quando há a luxação patelar, o deslocamento desse osso ocorre de forma frequente – fazendo com que o bicho sinta muita dor e não tenha mais firmeza suficiente na sua mobilidade.

Em função deste problema (que se manifesta em quatro diferentes níveis de gravidade), podem se desenvolver outros tipos de complicação ortopédica na vida dos animais acometidos, incluindo artroses, por exemplo. 

Tendo em vista que a mecânica da região patelar altera todo o funcionamento do membro do animal, é possível concluir que, em função desse tipo de luxação, podem ser desencadeados problemas como a displasia coxofemoral e até a luxação coxofemoral, que faz com que o animal nem mesmo consiga mais apoiar sua perna no chão.

Desde o início do quadro de luxação patelar, também começa a ocorrer o desvio da tíbia do animal; sendo que nos casos de luxação patelar medial, a crista da tíbia começa a virar para o meio das pernas – enquanto nos casos de luxação patelar lateral, a tíbia passa a se deslocar para o lado de fora do membro. 

Em função desse desvio da tíbia em relação ao fêmur ocorre um grande desgaste do menisco (estrutura articular em relação aos ossos) e, com isso, um grande nível de dor passa a acometer o animal.

Embora haja exceções, o tipo de luxação patelar mais comum em cães de pequeno porte é o medial, enquanto os cachorros de porte maior, na maioria das vezes, sofrem com o tipo lateral do problema.

Portanto, conforme citado anteriormente, é fundamental que; ao notar os primeiros sinais da luxação de patela no seu pet, ele seja encaminhado para uma consulta com um profissional veterinário o mais rápido possível – evitando o desenvolvimento do problema e o surgimento de novas complicações.

Sintomas e níveis de gravidade da luxação patelar

Destacando a recomendação cirúrgica como tratamento a partir do seu 2º grau, a luxação patelar pode ter quatro diferentes níveis de gravidade, sendo que, quanto maior o número, maiores os desgastes na região afetada e, consequentemente, menores as chances de uma recuperação completa. 

Confira, a seguir, os diferentes graus da luxação patelar e os principais sintomas que podem surgir em consequência do desenvolvimento desta complicação ortopédica:

Grau I

A patela sai do lugar com a ajuda da manipulação do veterinário e, quando solta, volta ao seu lugar de origem de forma imediata.

Grau II 

A partir do segundo grau do problema a recomendação já é cirúrgica, e a patela já sai sozinha da sua posição normal – retornando para o lugar correto, também, sem a necessidade de ajuda.

Grau III

A patela sai sozinha do lugar e só volta com a ajuda da manipulação de um veterinário ou por meio da própria ação do cão – que costuma esticar a pata para colocar a patela de volta no sulco patelar.

Grau IV

Nesta fase de avanço, a patela do animal fica travada do lado de fora do sulco patelar, e nem mesmo a manipulação de um médico veterinário ou a ação do próprio cão são capazes de colocar a porção na sua posição correta e de origem – sendo o procedimento cirúrgico a única alternativa para amenizar a situação e, neste grau, mesmo com cirurgia, há grande dificuldade em voltar o membro a sua função normal.



Embora nem sempre os cachorros acometidos por este problemas mostrem sinais evidentes da complicação, há uma série de sintomas que costumam aparecer nos pets que sofrem com problemas na patela e, entre eles, podemos citar os seguintes:

  • Claudicação (andar manco) intermitente, que vai e volta no animal;
  • Dores irregulares (que também aparecem em tempos de mais frio);
  • O animal passa a esticar a perna para trás enquanto anda;
  • O animal anda mancando com uma ou as duas pernas traseiras;
  • O cão passa a evitar se apoiar em uma das patas ao fazer necessidades;
  • Articulações com aparência inchada;
  • O animal perde a capacidade de saltar ou até pular normalmente;
  • Parte inferior do membro gira em direção ao lado onde está luxada (medial ou lateral).

Diagnóstico e tratamento da luxação patelar

A verificação de um profissional veterinário por meio da palpação é o principal meio de diagnosticar a existência de um quadro de luxação de patela – no entanto, é sempre importante que o diagnóstico clínico seja acompanhado por exames de imagem como os de raio-x; garantindo que o nível de degeneração da região patelar possa ser investigado e ou as condições da articulação coxofemoral do animal possam ser averiguadas (excluindo, ou não, a possibilidade de displasias ou luxações coxofemorais).

Conforme citado anteriormente, a única forma de tratamento para o problema da luxação patelar é a cirurgia – onde a patela é recolocada no seu lugar original, permitindo que o animal recupere a sua mobilidade e apoio. 

Normalmente, cerca de dois meses após a cirurgia o animal já está apto a retornar às suas atividades normais – no entanto, há cães que podem precisar de fisioterapia no período pós-cirúrgico para que a recuperação seja completa, e isso varia de acordo com o animal em questão, individualmente (e não com o nível de desenvolvimento ou o grau da complicação).

O Cão mais caro do mundo



Você já ouviu falar do mastim tibetano vermelho? Conhecida também como “mastiff” tibetano, essa raça é considerada hoje a mais cara do mundo, com exemplares sendo vendidos por valores altíssimos. 

O mastim tibetano tem a pelagem volumosa e avermelhada, principalmente no pescoço, como uma juba, lembrando até um leão.

Na China um milionário adquiriu um mastim tibetano vermelho pelo preço de 1,5 milhão de dólares em 2011, segundo um artigo do Daily Mail.

Com esse valor, o cão, chamado de “Big Splash”, garantiu a primeira posição na lista dos cães mais caros do mundo. 

Não se sabe exatamente como o preço de um cão chegou a um valor tão alto, mas sabe-se que ele é considerado sagrado no oriente e símbolo de status, tendo poucos exemplares, o que pode ter contribuído para o aumento do preço desse exemplar em especial.

De acordo com o Daily Mail, o criador de Big Splash, Lu Liang, justificou o preço, dizendo que ele é o espécime perfeito: "Nós gastamos muito dinheiro para criá-lo e temos os salários de muitos funcionários para pagar", ele acrescentou ainda que toda vez que o cão cruzar com uma fêmea da mesma linhagem vermelha, o seu proprietário pode cobrar cerca de 15.500 dólares.

Na cultura chinesa, acredita-se que a cor vermelha traga sorte. Por isso, os mastins vermelhos são considerados animais sagrados que abençoam seus proprietários com a saúde e proteção;

Os tibetanos acreditam que as almas dos monges e monjas que não eram dignos de reencarnar como humanos ou Shambhalas (do reino celestial), reencarnavam como estes cães;

Esta raça é considerada da realeza, pois pertenceu a reis e rainhas como o rei George IV, Rainha Victoria e Genghis Khan, que se acreditava ter 30 mil destes cães quando ele estava em sua expedição para a Europa Ocidental;

Os mastins tibetanos vermelhos são cães muito inteligentes. São ótimos para companhia atualmente, mas foram previamente utilizados para proteger o gado e como cão de guarda. 

Porém, são muito amigáveis, excelentes com crianças e para conviver com outros cães, principalmente aqueles de criadores ingleses.

Sua expectativa de vida varia de 10 a 14 anos e atingem maturidade com a idade de 3 a 5 anos. Em se tratando de tamanho, os machos podem medir cerca de 66 centímetros e as fêmeas no máximo 61 cm, pesando de 55 a 80 quilos em ambos os sexos.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Câncer em cachorro

Por Fábio Toyota

Bastante conhecido e temido no mundo dos seres humanos, o câncer é uma doença cada vez mais diagnosticada no universo animal, afetando pets como cães e gatos de maneira agressiva e frequente na atualidade. 

No entanto, o câncer em cachorro também mostra alguns sinais com os quais todos os donos de pets devem estar familiarizados – já que, assim como no caso das enfermidades que afetam os humanos e de quase todas as doenças caninas, quanto antes foi possível definir um diagnóstico, maiores serão as chances de tratamento e cura dos animais.

Embora nem sempre os cães demonstrem os sinais desta terrível doença – que hoje, já é considerada por muitos veterinários como uma das principais causa de morte em animais– logo de cara, vale lembrar que os avanços feitos no ramo da oncologia veterinária foram muitos ao longo dos últimos anos e, por isso, hoje o câncer em cachorro já é uma enfermidade que pode ser tratada por meio de uma série de formas e técnicas. 

Outro fator que também aumenta bastante as possibilidades de tratamento do câncer em cães é a quantidade de avanços que o setor de diagnóstico por imagem veterinária; que, atualmente, já conta com exames de imagem de alta tecnologia, fornecendo dados muito mais precisos e claros sobre o estado de saúde dos animais – o que ajuda imensamente os profissionais veterinários a definirem diagnósticos de forma precoce, aumentando assim, as chances de tratamento e sobrevida dos animais doentes com os mais variados problemas (incluindo o câncer).

Conforme citado anteriormente, em muitos casos o animal afetado pelo câncer não demonstra tipo algum de sintoma da doença até que o seu desenvolvimento já seja muito grande e – com isso em mente, fica fácil entender por que tantos profissionais recomendam que os tutores levem seus pets periodicamente para consultas de checkup; já que uma doença desse tipo pode acabar sendo descoberta em um exame rotineiro, abrindo espaço para que um tratamento seja iniciado de forma imediata.

Para ficar ligado nos sintomas que o seu cão pode apresentar por estar com câncer e poder tomar as medidas necessárias para tratá-lo, confira, neste artigo, mais detalhes sobre as causas, os principais sinais da doença, os tipos de câncer que afetam os cachorros e as técnicas de tratamento disponíveis nos dias de hoje.

Causas do câncer em cachorros

Algumas situações e condições podem aumentar a chance de um pet poder apresentar câncer; sendo a idade avançada , pele despigmentada, algumas doenças virais, exposição ao sol, entre outras

O que se sabe com certeza, no entanto, é que cães de qualquer tipo, raça, porte e idade estão sujeitos a desenvolver o câncer – e é por isso que levar o seu pet para consultas periódicas com profissionais veterinários é algo fundamental para manter a saúde do animal e até preveni-lo de uma série de enfermidades.

Sintomas do câncer em cachorros

Embora os sintomas do câncer em cachorros possam demorar muito para se manifestar (ou, até mesmo, nunca chegarem a aparecer), há sinais que podem ser observados em alguns cães com a doença – e, por isso, é fundamental que os donos de bichinhos de estimação estejam cientes de quais são eles; já que, conforme explicado anteriormente, o diagnóstico precoce pode contribuir muito para a viabilidade de um tratamento eficiente.

Entre os principais sintomas apresentados pelos cães com câncer, podemos citar:

Dor 

O animal começa a apresentar sinais de dor ao andar, correr, pular ou realizar uma série de atividades que já eram comuns no seu dia-a-dia.

Mudança os dificuldade em ir ao banheiro 

O pet pode ter dificuldade para urinar ou defecar; podendo, ainda, ir demais ou de menos ao banheiro, apresentando mudanças significativas nos seus hábitos.

Desânimo ou depressão 

Pouco ânimo, muito sono e nenhuma disposição podem estar entre os sinais de câncer em cachorros.

Dificuldade para respirar 

Respiração ofegante com ou sem a realização de atividades físicas devem sempre ser investigadas – pois, além do câncer, podem indicar a presença de outras enfermidades.

Tosses frequentes 

A tosse forte e constante também pode indicar a presença de diferentes doenças no corpo do animal e, portanto, deve ser analisada imediatamente por um profissional.

Mudança ou perda de apetite 

O animal pode passar a sentir dificuldades ou dores ao tentar engolir, deixando de comer.

Perda de peso 

A perda de peso é um sinal bastante característico em cachorros com câncer – e também pode indicar outras doenças.

Feridas que não cicatrizam 

Além de doenças de pele, inflamações ou infecções importantes, o câncer em cachorros também pode trazer grande dificuldade de cicatrização em feridas que, por acaso, apareçam no corpo dos cães.

Diarreia, vômitos ou sangramentos 

Secreções com pus, diarreias, sangramentos importantes e vômitos sem motivo aparente podem indicar problemas.

Odores atípicos e mau cheiro 

Cheiros fortes e estranhos na região das orelhas, boca ou outras regiões do corpo também podem ser indícios de que o cão está com câncer.

Inchaço em determinadas regiões do corpo 

Inchaços em pontos específicos – que, geralmente se transformam em caroços – estão entre os sinais mais clássicos do carcinoma em cães.

Aparecimento de caroços 

Conforme exposto no ponto anterior, o surgimento de caroços inchados no corpo do animal é um dos sintomas mais comuns e aparentes no corpo de cachorros que desenvolvem o câncer (e, nestes casos, é fundamental que o animal seja encaminhado para um veterinário o mais rápido possível – para que o profissional possa fazer uma biópsia no local e investigar a presença do câncer).

Falta de ânimo e dificuldade em realizar atividades 

O cansaço e a apatia em geral podem indicar que há algo de errado com o animal.

Episódios de rigidez ou paralisia 

Paralisias sem motivo aparente também podem indicar a presença do câncer – assim como de outras graves enfermidades, e o aparecimento desse tipo de sinal merece atenção.

Diagnóstico, prevenção e tratamento do câncer em cachorros

Embora não haja meios concretos de prevenir o aparecimento do câncer em cães, e possível diminuir as chances de que o animal sofra com o carcinoma de pele por meio do uso de protetores solares nas regiões mais expostas – como barriga e focinho. No entanto, para proteger os cães dos demais tipos de câncer, a melhor pedida ainda é levar o animal para consultas periódicas de check-up com um profissional veterinário – possibilitando que, no surgimento da doença, medidas imediatas possam ser tomadas para tratar e curar o pet.

Punções e biópsias são, geralmente, as formas mais usadas para diagnosticar a presença do câncer no corpo de cachorros – no entanto, exames laboratoriais, histopatológicos e de imagem diversos também costumam ser requisitados para confirmar a presença e o nível de desenvolvimento da doença.

Depois do diagnóstico do câncer o oncologista veterinário irá decidir a melhor forma de tratamento, que pode ser cirurgia, quimioterapia, eletroquimioterapia, imunoterapia, radioterapia, entre outras.

Coprofagia - o cachorro come cocô


Por Raquel Madi
Se você anda se perguntando "Meu cachorro come cocô, o que devo fazer?", saiba que este ato é muito comum. O fato do cachorro comer cocô, principalmente quando ainda filhote, é uma alteração animal que existe várias teorias do seu motivo, mas a questão ainda vai muito do protocolo de cada veterinário.
Para a coprofagia (nome correto do ato do cachorro comer cocô), existem vários fatores que podem causá-lo, como fatores enzimáticos, enzimas pancreáticas, pancreatite crônica etc., mas na maioria das vezes são fatores comportamentais, para chamar atenção do dono ou inclusive ansiedade.
A superalimentação também pode causar a coprofagia em cães. O animal recebe alimentação em grande quantidade uma vez ao dia, o que causa sua má digestão e logo quando estiver com fome fará o cachorro comer cocô.
Um erro comum é a punição excessiva quando o animal defeca em um local inapropriado. O dono briga com o cão, que então come o coco para evitar uma nova represaria.
Na maioria das vezes que o seu cachorro come fezes está ligado ao comportamento do animal, seja para chamar a atenção do dono ou um costume antigo.
O cachorro pode comer cocô até para “ajudar”, por exemplo, quando ele defeca, imediatamente o dono retira as fezes, isso o faz pensar que as fezes não devem ficar ali, então após defecar ele come o coco.
A grande dica para o treinamento do seu cachorro a parar de comer seu próprio cocô é ensinando o "não", ou seja, o estímulo negativo toda vez que ele for no ato, brigando ou assustando o cão.
Uma vez estabelecido que comer coco é errado, não se deve retirar as fezes na frente do animal. Quando o animal defecar, não retire as fezes imediatamente, apenas observe.
Caso ele tente comer o coco novamente, faça o estímulo negativo e retire o animal do recinto quando realizar a limpeza.
Conheça, a seguir, os principais motivos que influenciam a coprofagia, saiba que tipo de problemas esse hábito pode trazer para o seu pet e como agir para evitar que ele continue com o comportamento:
Coprofagia-como-prevenir
As causas da coprofagia
Conforme explicado anteriormente, a coprofagia pode tanto ter motivações comportamentais como metabólicas, e identificar a origem do problema é uma das primeiras providências a se tomar para poder excluir esse hábito da vida de um pet.
Como sempre ressaltamos, a visita a um médico veterinário, neste momento, é fundamental – já que, somente um profissional poderá distinguir com clareza as causas desse comportamento e indicar o tratamento mais adequado.
Embora, na maioria dos casos de coprofagia, o cachorro coma as suas próprias fezes; há muitas ocasiões em que o cocô ingerido é de origens diferentes, e os cachorros podem comer tanto as fezes próprias como as de seus filhotes, de outros animais (como gatos ou outros cães) e até de seres humanos.
Mesmo sendo bastante difícil a identificação da origem do problema, testes e exames mais profundos podem apontar uma motivação mais concreta se o caso for desencadeado por uma deficiência nutricional – no entanto, a maioria das ocorrências desse hábito tem uma fundamentação comportamental, tornando as causas indeterminadas e até mais complicadas de resolver.
Abaixo, você conhece algumas das principais situações que podem influenciar no aparecimento da coprofagia em cães:
Fome: tendo em vista que as fezes não são repugnantes para os cães, eles podem acabar comendo-as pelo simples fato de estarem fome e não terem alimentos apropriados disponíveis.
Deficiência nutricional: a carência nutritiva no cachorro pode fazer com que ele busque nutrientes nas fezes de outras espécies, que podem ser consideradas pelo animal, até mesmo, como um petisco.
Deficiência de enzimas digestivas e pancreáticas: nestes casos, o fornecimento adequado das enzimas que faltam ao animal já pode resolver o problema.
Má digestão: a ingestão exagerada de alimentos pode fazer com que não sejam digeridos de maneira correta. Com isso, o cocô cheio de alimentos pode se tornar atraente para um cachorro com fome.
Vermes: a presença de vermes pode levar o cão a uma deficiência nutricional, desencadeando a coprofagia.
Filhotes recém-nascidos: cadelas que acabaram de dar cria tendem a se alimentar das fezes de seus filhotes para manter o ninho limpo.
Tédio, ansiedade e estresse: esses tipos de sentimento podem contribuir para o aparecimento de uma série de comportamentos estranhos dos cães, incluindo a coprofagia.
Cães que ficam presos ou sozinhos durante períodos muito longos tendem a desenvolver o problema com mais frequência.
Falta de atenção dos donos: o animal pode comer as próprias fezes para chamar a atenção do dono, já que, quando isso ocorre, ele se torna o centro das atenções para seu proprietário (mesmo que seja alvo de reprimendas).
Punição excessiva: quando o cachorro defeca no local errado e é muito punido por isso, pode acabar comendo seu próprio cocô para evitar novas broncas.
Distribuição errada de espaço para o animal: manter muito próximos os locais em que o cachorro dorme, se alimenta e faz suas necessidades pode levar a este tipo de comportamento, fazendo com que o animal coma suas fezes para manter o espaço mais limpo.
Os riscos da coprofagia em cães que se alimentam das próprias fezes não são tão grandes quanto os dos pets que ingerem os excrementos de outros animais – já que, ao comer o cocô de outros cachorros ou gatos, o bicho corre o risco de ser contaminado por bactérias, parasitas, vermes, zoonoses e uma série de outros problemas que podem ser encontrados nas fezes de tais animais, prejudicando a sua própria saúde e até mesmo a de seus donos (ou outros animais com que tenha um contato mais direto).
Embora as consequências deste hábito possam ser simples e fáceis de tratar – como uma diarreia - também há casos em que a ingestão de fezes de outros animais pode provocar o surgimento de doenças perigosas e até fatais.
Portanto, buscar uma solução para o problema deve ser algo no foco de atenção de todo dono de pet com coprofagia.
Como evitar a coprofagia
Consultar um médico veterinário é a primeira medida que deve ser tomada ao notar esse comportamento no seu pet, para que um diagnóstico preciso possa ser feito e o tratamento mais adequado seja indicado.
Caso a origem do problema seja alguma doença ou deficiência nutricional, a exclusão do problema e a adoção de uma dieta mais completa já podem ser o suficiente para acabar com o hábito; no entanto, motivações comportamentais exigem mais cuidados.
Coprofagia-como-evitar
Confira, abaixo, algumas dicas valiosas para controlar o hábito do seu pet canino de comer cocô:
Evite deixar que sujeira e as necessidades do cão se acumulem nos ambientes em que ele circula.
Evite brigar demais com o cão quando ele urina ou defeca em locais errados, e busque técnicas de adestramento para impedir que isso aconteça, ao invés de ser agressivo com o animal.
Mantenha o animal na coleira enquanto ele faz suas necessidades, e o distraia quando terminar para que não busque as próprias fezes.
Alimente seu pet com uma dieta balanceada e três refeições diárias, impedindo a carência de nutrientes e a má digestão.
Leve seu pet ao veterinário com frequência para a realização de check-ups de rotina.
Mostre ao cão que aquele hábito é errado, chamando sua atenção com um alto e sonoro “não” toda vez que ele repetir o comportamento.

Crie uma rotina de distrações para o animal sempre que ele fizer suas necessidades; oferecendo petiscos, brinquedos e carinhos para desviar sua atenção das fezes.

Viroses Caninas

As doenças apresentadas nesta seção são causadas por vírus. São as principais responsáveis pela morte de filhotes, mas podem atingir também cães adultos. As viroses mostradas aqui NÃO atingem o ser humano.

Os animais se contaminam através de urina, fezes e secreções de cães doentes. Pelo fato de muitos desses vírus sobreviverem por até 1 ano em condições ambientais, o local onde um cão doente esteve abrigado deve ser evitado por filhotes e cães não vacinados durante esse período de tempo. 

Mesmo que ocorra a desinfecção do ambiente, o risco de contaminação ainda é considerável. Alguns vírus continuam a ser eliminados pela urina dos animais que conseguiram sobreviver à doença, por vários meses. 

Os animais se contaminam através de urina, fezes e secreções de cães doentes. Pelo fato de muitos desses vírus sobreviverem por até 1 ano em condições ambientais, o local onde um cão doente esteve abrigado deve ser evitado por filhotes e cães não vacinados durante esse período de tempo. Mesmo que ocorra a desinfecção do ambiente, o risco de contaminação ainda é considerável.

Alguns vírus continuam a ser eliminados pela urina dos animais que conseguiram sobreviver à doença, por vários meses. 

Essas informações são bastante importantes e nos leva à conclusão: deixar de vacinar um cão e levá-lo para as ruas é um risco muito grande. Da mesma forma, os filhotes só podem ter contato com o meio exterior e com outros cães após terminada a fase de vacinação.

Dentre as viroses, as mais temidas são a cinomose e a parvovirose, por serem bastante violentas e altamente contagiosas, causando a perda de muitos animais. A vacinação é o único meio de evitá-las.

Cinomose

É uma doença que atinge os cães, não transmissível ao homem, altamente contagiosa, causada por um vírus bastante resistente ao meio ambiente. Animais de todas as idades podem ser acometidos. 

O período de incubação da cinomose pode chegar a 10 dias. O animal apresenta febre, apatia, perda de apetite, vômitos, secreção nasal e ocular e sinais neurológicos, dentre outros. A doença pode apresentar-se de várias formas, inclusive com sinais neurológicos apenas, o que significa um estágio mais avançado. 

O vírus da cinomose atinge vários órgãos: rins, pulmões e, principalmente, o sistema nervoso, daí os sinais do tipo "tiques", andar cambaleante, ataques convulsivos, etc. Uma vez diagnosticada a doença através dos sintomas, histórico e exames laboratoriais, o animal recebe tratamento de suporte, ou seja, condições para o organismo reagir. 

O curso da doença é variável. O animal pode passar por todos os estágios ou rapidamente apresentar os sintomas neurológicos, que são irreversíveis, mesmo que ele atinja a cura. 

Atualmente, alguns tipos de terapias podem auxiliar animais com sequelas de cinomose, como é o caso da acupuntura. A morte ocorre com frequência e muitas vezes o dono do animal opta pela eutanásia para aliviar o sofrimento de seu animal. 

Devemos usar de todos os recursos disponíveis na tentativa de salvar o cão. Porém, mesmo com um tratamento intensivo e adequado, a resistência individual é o fator mais importante. Se o cão atingir a cura, ele ficará apenas temporariamente imunizado, e deverá continuar sendo vacinado anualmente.

Parvovirose

A parvovirose é uma doença muito comum e causadora de 80% de morte nos filhotes contaminados. Não é transmitida ao homem. Ela pode atingir cães em todas as idades, daí o cuidado em se manter o cão vacinado anualmente. 

Os sinais são febre, apatia, perda de apetite, vômitos e diarreia profusa. O animal solta as fezes na forma de jatos, de odor fétido e com muito sangue. O cão desidrata rapidamente e deve receber cuidados imediatos. Muitos necessitam de internação, pois a doença aparece de forma abrupta e violenta. 

O tratamento, como no caso de outras viroses, visa dar suporte aos animais para que eles consigam reagir. O período de incubação pode chegar a 12 dias, e o animal que sobreviver à doença ficará imunizado temporariamente. 

A parvovirose não deixa sequelas, e o animal curado ganha peso e volta a se desenvolver rapidamente. Porém, apesar de contarmos com recursos como soro e plasma hiperimunes, que conferem ao animal anticorpos já prontos no tratamento da parvovirose, ela é uma doença que ainda mata muitos filhotes. 

O diagnóstico deve ser feito também através de exames laboratoriais, pois existem algumas verminoses e intoxicações que podem ser confundidas com a parvovirose, se muito intensas.

Coronavirose

É um vírus muito similar ao vírus da parvovirose, causando sintomas semelhantes. É muito difícil diferenciar as duas doenças apenas pelos sintomas. São necessários exames laboratoriais, embora nem sempre essa diferenciação seja necessária, pois o tratamento das duas doenças é semelhante.

A coronavirose pode ser considerada mais branda que a parvo, porém, pode levar à morte muitos animais. Os sinais clínicos são: febre, inapetência, apatia, vômitos e diarreia na forma de jatos. Os animais recebem tratamento sintomático, e as chances de sobrevivência são maiores.

Hepatite Viral Canina

É uma doença causada por um vírus que NÃO atinge o homem. Sua ocorrência é bem menos frequente que a cinomose e a parvovirose, e a mortalidade também não é tão alta. O período de incubação é de 2 a 5 dias. O vírus atinge o fígado e outros órgãos, especialmente os rins. 
Silvia C. Parisi

O animal pode apresentar desde sintomas leves até um quadro bastante severo. Os sinais clínicos incluem febre, apatia, inapetência, vômitos amarelo-esverdeados, diarreia e, em uma pequena porcentagem de cães, uma alteração ocular denominada "olho azul" (edema da córnea), reversível na maioria dos casos.

O tratamento é sintomático, e visa dar condições de reação ao organismo.

Parainfluenza

É um dos agentes causadores da chamada "tosse dos canis". O vírus, não contagioso ao homem, causa uma tosse não produtiva (sem catarro), com febre baixa ou ausência dela. O quadro persiste por 2 semanas e o prognóstico é bom. 

Os animais se contaminam pelo contato direto com cães infectados. O período de incubação é de nove dias. A associação de outros agentes (bordetella, adenovirus ou mycoplasma) com a parainfluenza é comum, e pode causar um quadro mais severo, como perda de apetite, apatia, tosse dolorosa e febre alta.

Mantenha seu cão vacinado anualmente, pois as vacinas dadas na fase de filhote devem ser repetidas todos os anos para garantir imunidade ao cão. Nunca tente tratar essas doenças com receitas caseiras, pois elas são graves e precisam de tratamento adequado para que o animal tenha chance de sobreviver.

Parvovirose Canina

Por Raquel Madi 


Com certeza você já se deparou com alguém comentando sobre a "parvo", uma doença famosa que pode acometer nossos cães, causando diarreia com sangue entre outros sintomas diferentes que confundem com diversas doenças. Quem é esta tal de parvovirose canina: você já ouviu falar? Como é transmitida? Como evitar?

A parvovirose é conhecida popularmente por parvo, é uma doença grave, causada por um vírus e que pode levar a morte. Pode ocorrer em todos os canídeos, principalmente os cachorros, sendo mais comum de acontecer em cães filhotes (menos de um ano de idade) por serem mais frágeis que um adulto e mais grave em filhotes com menos de 6 meses de idade principalmente se tiverem vermes intestinais pois estes diminuem a imunidade.

O animal vai apresentar diarreia que normalmente é acompanhada de sangue, vomito, falta de apetite, prostração, febre, perda de peso, entre outros. Parvovirose é muito contagiosa, vive no ambiente por muito tempo, resiste até a limpeza com desinfetantes, passa facilmente de um cão para o outro, pois o vírus sai nas fezes do animal doente e pode ser inalada ou ingerida por outros.

O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais como ELISA, detecção do vírus nas fezes, também pode ser pelo quadro clinico do animal, mas este apenas sugere a doença, não confirma, pois pode confundir com algumas outras enfermidades. Não há um tratamento especifico para a parvovirose por se tratar de um vírus, apenas é feito o tratamento sintomático, portanto é importante levar seu cãozinho a um veterinário para que possa ser tratado o quanto antes.

A prevenção deve ser feita evitando contato de animais doentes com sadios, não coloca-los em ambiente contaminado por no mínimo 6 meses e vacinação. A vacinação é a principal forma para evitar a "parvo", podendo ser feita na mãe antes de dar cria para que a imunidade possa ser passada aos filhotes através da amamentação e nos filhotes sendo feita três doses e reforço anual, apenas nos cães da raça Rottweiler é aconselhável fazer quatro doses pois essa raça tem mais predisposição a pegar a doença.

Transmissão da parvovirose canina

Conforme relatado anteriormente, a única forma de prevenção da parvovirose canina é a vacinação e cachorros que não receberam a imunização do vírus correm o risco de serem contaminados em um simples contato com um animal infectado. 

Podendo ficar encubada por até 15 dias, a doença pode não ser detectada durante este período; embora o cão já esteja com a doença em seu organismo e, por isso, possa transmitir o problema para outros animais com quem ele tenha contato direto.

As fezes dos animais contaminados são, sem dúvida, o foco principal de transmissão do vírus. No entanto, pessoas também podem ser responsáveis pela infecção de outros cães, já que, pessoas que tem contato com o vírus podem carregá-lo nas suas roupas e calçados, por exemplo, contaminando os pets que entrarem em contato com estes itens.

Outra forma de transmissão da doença se dá por meio de objetos usados por cães contaminados com a parvovirose canina. Portanto, é importante lembrar que qualquer item que tiver sido de um animal infectado (como brinquedos, bebedouros, mordedores, roupas e acessórios) não deve ser usado por outros cães, devendo ser descartado.

Esse tipo de objeto não deve ser repassado para outros animais nem se tiver sido muito bem limpo – já que o vírus da doença é extremamente resistente, e pode permanecer no objeto em questão mesmo após o uso de desinfetantes potentes. 

Para se ter uma ideia do quão resistente é o vírus da parvovirose canina, até mesmo os ambientes em que viveram os animais infectados podem ser considerados de risco para a contaminação, pois, o vírus sobrevive no local durante um grande período de tempo chegando até a dois anos após a retirada do cão doente.

Os sintomas da parvovirose

Além da diarreia com fezes líquidas, sangue e um odor fétido característico – tido como um dos mais clássicos sinais da doença – os vômitos, a febre alta e a gastroenterite (inflamação das mucosas do estômago e do intestino) também fazem parte do conjunto de sintomas da parvovirose. Deixando o animal bastante debilitado, as febres provocadas pela doença podem chegar a até 41 °C.

Desidratação, perda de apetite e apatia profunda também entram na lista de sinais da doença, que é fatal em cerca de 80% dos casos. Embora possam ficar encubados por algum tempo, os sintomas da parvovirose, quando começam a se manifestar no animal, podem chegar de maneira tão rápida e agressiva, que são capazes de levar o cão à morte em questão de horas.

Portanto, fica clara a necessidade de, ao notar qualquer sinal que possa indicar a doença, levar o seu pet a uma clínica veterinária o mais rápido possível; já que somente o pronto atendimento adequado pode aumentar as chances de que o seu cãozinho sobreviva a este terrível problema.

Tratamento da parvovirose canina

O tratamento da parvovirose será indicado de acordo com o estágio da doença e os principais sintomas apresentados pelo animal. Ao ser diagnosticado o problema, o primeiro passo a ser dado deve ser isolar o cão do contato com outros animais – evitando que o vírus se espalhe ainda mais. 

Como se trata de uma doença viral, neste caso não temos um remédio que irá agir diretamente no agente da doença, por isso o tratamento é estipulado com suporte e medicamentos de acordo com o sintoma apresentado pelo cachorro.

Para aliviar os sintomas do cãozinho, a reposição de fluidos é, normalmente, a primeira medida adotada; seguida da administração de medicamentos antibióticos e antieméticos (que diminuem o nível de enjoo e vômito no animal, permitindo que o antibiótico faça efeito). 

Os casos de internação e o período de tratamento mais intenso dura de 5 a 10 dias, em média, e a partir disso, uma dieta balanceada deve fazer parte da vida do animal; sendo que a ingestão de vitaminas também pode ser recomendada para que o apetite do cachorro volte ao normal.

No entanto, a eficiência do tratamento e a recuperação do animal com parvovirose vão depender do seu estado imunológico e do nível de evolução em que a doença estava quando começou a ser tratada e – conforme explicado – na maioria das vezes, os cães nem mesmo sobrevivem aos primeiros dias da parvovirose. 

Sendo extremamente alto o risco de vida do cão que é acometido por este problema, vale lembrar, mais uma vez, que a vacinação é única maneira concreta de prevenir a doença nos animais. 

Portanto, é fundamental que o seu pet filhote seja levado para tomar a vacina polivalente a partir dos 30 dias de idade – garantindo sua proteção contra a parvovirose e mais uma série de outras doenças contagiosas como cinomose, coronavirose, hepatite infecciosa canina, adenovirose e parainfluenza.

A Parvovirose pode também ser conhecida como Enterite Canina Parvoviral, então se ouvir esse termo por aí saiba que se trata da mesma doença abordada nesse texto.

É importante entender que a Parvovirose canina leva ao óbito 80% dos cães que contraem a doença, principalmente quando o animal já apresenta alguma parasitose ou alguma outra doença que o debilite, além de filhotes de cachorro, especialmente os de raça pura. 

A mortalidade também é considerada maior em cães que já se apresentam infectados por alguns tipos de bactérias entéricas, como a Salmonella spp., o Clostridium perfringens, entre outros. 

Em cachorros mais velhos, a doença pode causar diminuição da temperatura (hipotermia) no lugar de febre e além dos sintomas já citados a Parvo pode causar tosse e inchaço nos olhos em alguns animais. 

O óbito em muitas circunstâncias ocorre devido à inflamação do coração (miocardite), principalmente em cachorros jovens.

Os sintomas aparecem quando o Parvovírus, causador da Parvovirose, atinge a corrente sanguínea e afeta o intestino e a medula óssea. Em muitas situações a primeira sintomatologia a aparecer é o vômito, e diversos donos adiam a ida ao veterinário, pois esse é um sintoma comum em variadas situações. 

É exatamente aí que mora um risco, não adie a ida do seu cãozinho ao veterinário se ele começar a dar sinais de que está doente.

Mesmo que o pet seja isolado de outros animais e ambientes, é importante que o local onde ele se encontra seja sempre limpo e desinfetado, mesmo com o vírus sendo resistente a esses procedimentos. 

Geralmente é indicado o uso de água sanitária para esse procedimento, além disso, o veterinário pode indicar produtos específicos para a desinfecção do local.
 
Nos casos que existem outros animais na casa é essencial trocar de roupa e se higienizar bem antes após entrar em contato com o cão doente, criando assim mais uma medida contra a proliferação da Parvovirose entre os animais de estimação, lembre-se também que objetos podem transmitir o vírus e, portanto os animais sadios não devem entrar em contato com objetos do animal infectado.
 
A vacina contra Parvovirose tem sua primeira dose aplicada 15 dias após o desmame do filhote, ou seja, por volta dos 45 dias de vida. Fique sempre atento a datas da vacinação, pois ela varia com a raça do cão. Além dos Rottweilers, cães da raça Dobberman e Pitbull são mais suscetíveis por motivos ainda não determinados.
 
O tratamento contra a Parvo visa dar suporte ao cachorro infectado para que ele seja capaz de gerar uma resposta própria contra a doença, além disso, o tratamento confere uma imunidade temporária contra o vírus.
 
Como não existe uma medicação específica para o combate do vírus na maioria dos casos o seu cãozinho vai precisar ser internado para ser hidratado, receber eletrólitos e nutrientes, além de medicamentos que evitam o aparecimento de outras doenças oportunistas e que agravam o quadro, durante esse período seu cão não recebe alimentação e só volta a comer após alta do veterinário, seguindo uma dieta especial com ração adequada para o quadro de saúde do bichinho.

Não acredite em receitas milagrosas ou indicações de amigos e vizinhos, sempre leve seu cãozinho ao veterinário ao primeiro sinal de que ele se encontra doente, apenas um especialista é capaz de cuidar do cão com Parvo de maneira adequada; 

Se você tem um filhote lembre-se que o contato dele com outros animais, saídas para rua, banhos em petshop, entre outras coisas devem ser evitadas até que ele tenha tomado todas as vacinas necessárias.
 
Se um dono perdeu recentemente um cão vitimado pela Parvovirose o ideal é esperar um período de tempo para trazer um novo animal de estimação para casa, aguardando não apenas que o animal tenha alguma imunidade própria e as vacinas em dia, mas também que o ambiente torne-se livre do vírus. Tenha sempre em mente que o vírus da Parvovirose é muito resistente e a desinfecção do local é ainda um grande obstáculo. 

Fases da Parvovirose Canina

Como vimos o Parvovírus Canina é bastante resistente e sua ação ocorre principalmente no intestino dos cachorros. Uma vez que o vírus chega nesse local do organismo, ele causa a inflamação e destruição das células intestinais. 

No entanto, a doença não se apresenta apenas de maneira entérica, mais comum e com as consequências abordadas aqui, ela também ocorre de maneira cardíaca, que é geralmente identificada na necropsia do animal e, muitas vezes, mata sem qualquer sintomatologia aparente.

Conheça as fases da doença: 

A infecção 

A transmissão da doença é de forma fecal-oral e após o cão entrar em contato com o vírus nas fezes, o vírus infecta as amígdalas (tonsilas) e linfonodos na região da faringe. Depois desse primeiro contato, o vírus entra na sua fase virêmica. 

Fase virêmica 

Essa fase ocorre antes do aparecimento da gastroenterite, logo no começo da Parvovirose. Neste primeiro momento o sistema imunológico do pet se torna muito debilitado em decorrência de uma leucopenia (baixa de imunidade) – diminuição de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo. 

Ocorre uma intensa viremia – presença do vírus na corrente sanguínea -, a temperatura do cão começa a subir na maioria das vezes e vários tecidos passam a ser infectados. 

Fase clínica 

Ocorre a eliminação de vírus de maneira massiva pelas fezes, além da grande replicação viral no organismo infectado. O Parvovírus costuma se multiplicar apenas em tecidos em fase de intenso desenvolvimento, dessa forma cães muito novos costumam ter a infecção no coração, mas após cinco semanas de vida o foco se torna o intestino. 

A replicação é responsável pela destruição das células intestinais e em alguns casos das vilosidades. A duração dessa fase é de 10 a 14 dias. 

Fase de recuperação 

Os sintomas começam a desaparecer rapidamente entre 5 a 10 dias após seu aparecimento. Existe o risco de um cão recuperado apresentar no futuro a forma miocárdica da Parvovirose, no geral decorrente das lesões causadas na primeira infecção.

Forma miocárdica da Parvovirose 

A forma miocárdica é menos comum e atinge filhotes mais jovens, isso ocorre exatamente pela preferência do vírus por tecidos com desenvolvimento acelerado. Cães com menos de cinco semanas de vida apresentam um forte desenvolvimento cardíaco, enquanto seu intestino se desenvolve de maneira bem mais lenta. Esse quadro é invertido após as cinco semanas e por isso ouvimos tanto sobre a Parvovirose na forma entérica.

Essa forma de Parvovirose costuma matar de maneira súbita, muitas vezes sem que o cão apresente qualquer sintoma clínico ou apresentando apenas um breve sofrimento que em poucos minutos leva ao óbito.

Cães na idade adulta que tiveram a forma entérica da Parvovirose podem ser infectados de novo e apresentar a forma miocárdica, geralmente agravando uma lesão antiga da infecção inicial. Além disso, essa lesão no músculo cardíaco decorrente da primeira infecção pode levar o cão idoso ao óbito por complicações decorrentes da idade do pet.

O diagnóstico da miocardite causada pelo Parvovírus geralmente só é feita após a morte do cão, através da necropsia.

Como a doença surgiu? 


A Parvovirose Canina foi descoberta nos Estados Unidos no ano de 1978, após isso rapidamente se espalhou pelo mundo todo e continua infectando e levando ao óbito diversos cães desde então.

A origem do Parvovírus CPV-2 (vírus causador da Parvovirose Canina) é bastante incerta, mas existe a teoria de que ele seria uma mutação do vírus responsável por causar a Panleucopenia Felina em gatos. Os sintomas e o aspecto do tecido post-mortem são muito parecidos na Panleucopenia Felina e na Parvovirose Canina.

A Parvovirose atinge humanos?

O vírus causador da Parvovirose não costuma atingir o humano, exceto dos casos em que esse vírus se combina com outros tipos de vírus. Ainda assim, a doença não afeta os humanos da maneira que afeta os cães, ela fica restrita ao trato respiratório superior e os olhos, causando sintomas que se assemelham a gripe. 

Caso alguém da família se encontre doente, mesmo que seja um simples resfriado, não é adequado que essa pessoa manuseie o cachorro infectado por Parvovirose.

Nós seres humanos apresentamos um tipo especial de Parvovirose, causada por outro tipo de vírus e que não deve ser confundida com a Parvo Canina. Esse tipo de Parvovirose humana é causada pelo Parvovírus B19, atinge especialmente crianças causando um eritema infeccioso. Essa forma de Parvovirose costuma ter uma evolução benigna e sem grandes complicações para a pessoa que foi infectada.

Lembre-se que a Parvovirose Canina é causada pelo Parvovírus CPV-2 e a Parvovirose humana é causada pelo Parvovírus B19, são vírus da mesma família, mas que desencadeiam sintomas bem diferentes no ser humano.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Dobermann



Informações gerais

País de origem:                           Alemanha

Nome original:                             Dobermann

Outros nomes:                             Não tem

Temperamento:                           Inteligente, alerta, obediente esperto e protetor.

Finalidade:                                               Cão de guarda

Apego ao dono:                            Alto

Amigável com estranhos:                        Não

Amigável com animais:              Com restrições

Amigável com crianças:              Sim

Cachorro para apartamento:      Sim

Nível de energia:                         Alto

Necessidade de exercícios:                     Alta

Gosto por brincadeiras:               Sim

Cão de guarda:                            Sim

Habilidade de proteção:              Alta

Facilidade de adestramento:                  Alta

Grupo 2 -

Seção 2.1 -

Tolerância ao calor:                                Alta

Tolerância ao frio:                                   Alta

Porte:                                                       Grande

Peso/ Altura                                 M: Alt: 66-71 cm, Peso: 29-40 kg

F: Alt: 60-66 cm, Peso: 29-40 kg

Pelagem:                                      Curto, duro e espesso

Cores:                                                      Preto ou marrom, com marcações vermelho ferrugem.

Expectativa de vida:                                10 a 14 anos

Ranking de inteligência:              5ª posição


História do Cão


Dobermann é uma raça de cães oriunda da Alemanha. Leva o nome de seu criador Karl Friedrich Louis Dobermann que era um cobrador de impostos que precisava de um cão de guarda atento para acompanhá-lo em suas rondas de porta em porta, pois carregava dinheiro por áreas perigosas, necessitando então de um cão que lhe oferecesse proteção.

Por volta de 1890, Karl iniciou seu programa de criação, cruzando Rottweilers, Weimaraners, Pinschers, Pastores Alemães, Greyhounds e Manchester Terriers para obter um cão de segurança que fosse leal, combativo, rápido, destemido e obediente.

Ele logo conseguiu o protótipo da raça. Os primeiros Dobermanns ainda tinham ossos pesados e cabeça arredondada. Entretanto, com a evolução, foi selecionando um cão que tinha a aparência da raça como é conhecida hoje em dia.


Quando Dobermann morreu em 1894, o verdadeiro conhecimento das raças que foram combinadas para criar o Dobie foi com ele para o túmulo.

No final do século 19, os criadores alemães que continuaram o trabalho de Dobermann estavam preocupados principalmente com a função, em vez de aparência.

Eles queriam desenvolver o Doberman para ser um “super cão”. No início, eles criaram unicamente um cão mais corajoso, inteligente, mais rápido e mais resistente.


Eles conseguiram quase a “perfeição” – mas a raça tornou-se conhecida por ser teimosa e agressiva. Foi Otto Göller quem conseguiu resolver esse problema da raça, após ter feitos outros aportes de sangue, em especial do Black e Tan Terrier e provavelmente do Greyhound.

Em 1899 já estava formado o primeiro clube da raça pois o Dobermann começou a receber elogios e a se difundir pelo mundo. O primeiro Dobermann chegou à América em 1908. A raça logo agradou a Europa e a América como cão policial e cão de guarda, e mais tarde como cão de guerra.

Os próximos 15 anos foram fundamentais para o desenvolvimento do Dobie. Durante a Primeira Guerra Mundial, o número de Dobies na Europa diminuiu severamente, porque as pessoas que estavam morrendo de fome não podiam se dar ao luxo de manter cães grandes.

Os Dobies que sobreviveram foram salvos pelos militares, policiais e pessoas muito ricas. A criação de cães era um luxo; assim, apenas os melhores foram criados.

Na mesma época, surgiu um novo desafio para a raça: o surgimento do Doberman Branco albino. Algumas características do albinismo nos Dobermann passam por pelo de cor muita clara, íris pálidas e nariz e a boca cor-de-rosa.

Estas características são muito semelhantes às características manifestadas nos humanos com este problema, que origina pele e cabelos claros, bem como a descoloração dos olhos e perturbações da visão.

Dada a sensibilidade da pele à luz solar, o risco de câncer e de outras lesões na pele é maior. “O albinismo tem a ver com falhas biológicas. A cor da pele, dos olhos e do pelo depende da presença de um pigmento chamado melanina.

Portanto, a sua principal função é a pigmentação e a proteção contra a radiação solar. A falha da melanina é sempre um problema grave que pode vir a causar problemas graves na pele.

Já se sabia que os Dobermanns costumam desenvolver estes tipos de tumores, à semelhança dos humanos, mas não qual era de fato o aumento da prevalência destes tumores nos Dobermann ‘brancos’ em relação aos Dobermann de pelo normal.

Agora que a mutação genética foi identificada, pode-se olhar para a composição genética desses cães e determinar se eles são portadores [dela] ou não.

Também a falta de visão e a surdez são patologias associadas ao albinismo e isso pode traduzir-se em problemas comportamentais. Um cão que ouça mal e veja mal pode, por medo, ter tendência a morder, para se defender e defender o seu território.

Uma coisa é certa: o albinismo não é desejado em nenhuma raça. E, por isso, também não é desejado num Dobermann. No esforço de reduzir o risco de reprodução desses cães, o Dobermann Pinscher Club of America convenceu o AKC a marcar os números de registro dos cachorros que carregavam o gene albino com a letra Z.

Depois de 1921, quase todos os reprodutores alemães foram levados para os Estados Unidos. Então veio a Segunda Guerra Mundial, e o Dobermann Pinscher novamente estava em perigo na Alemanha.

O Dobermann Pinscher Club of America foi fundado em 1921. Um ano mais tarde, a comissão aprovou o padrão da raça que havia sido escrito na Alemanha.

Muitos pensam que se os americanos não tivessem levado tantos cães para os Estados Unidos, a raça hoje estaria extinta.


O talento do Dobermann trouxe muitos admiradores e ele logo se tornou um importante protetor da família. Sua silhueta bem desenhada e seu estado de alerta destemido colocaram o Dobermann no topo dos mais desejados à época.

Com o aumento de sua fama, muitas famílias começaram a gostar da raça como animal de estimação, e o Dobermann acabou se tornando a segunda raça mais popular da América em 1977.





Personalidade



O Dobermann é um cão de guarda inteligente e capaz, sempre alerta e pronto para proteger sua família e sua casa. Ele é um companheiro leal e aventureiro.

Gosta de desafios mentais é uma dádiva de obediência como aluno. É sensível e muito receptivo aos desejos da família, embora alguns possam ser dominadores. Geralmente é desconfiado com estranhos.

Bem-sucedido como cão de guarda, o Dobermann é também um bom animal de companhia, desde que integrado ao lar e a família.

Ao contrário de informações errôneas disseminadas pela população geral, especialmente no Brasil, o Dobermann não é um cão com personalidade e caráter que contenha agressividade gratuita.

A raça, criada para guarda, possui instinto de agressividade peculiar a qualquer raça criada para esta função, mas adequadamente voltada a estranhos que invadirem seu território.


O fato é que o Dobermann possui um temperamento de maior dominância, e não agressividade. E um cão dominante, nas mãos de um proprietário inexperiente.

Seja por ausência de autoridade, ou autoridade excessiva, provavelmente se tornará num cão agressivo, em razão daquela dominância.

Em suma, o Dobermann possui um temperamento excelente, mas adequado aos donos experientes em sociabilização canina, e também adestramento positivo.

E o melhor de tudo: costuma ser muito protetor e amante das crianças da família da qual faz parte.



O Dobermann tem um temperamento excelente, é inteligente, alerta, obediente esperto e protetor, e sua interação com os membros da família e outros animais deve ser trabalhada desde cedo, com um adestramento positivo.

Você pode até pensar que Dobermanns são perigosos para as crianças, mas a verdade é que esse cão é protetor e ama as crianças da família da qual faz parte.

Sem dúvidas um excelente cão de guarda, fiel e inteligente, que pode ser criado próximo à família, com muito amor, atenção e os devidos cuidados.

Como todas as raças de cães, necessitam muito de um líder de matilha e por isso precisam ver seus donos como líderes, caso contrário se tornarão cães chatos.

Se você for um dono bobão e der o controle para seu cão, permitindo que ele tome as decisões por você, parabéns, você tem nas mãos um belo problema para solucionar.

Muitas pessoas, tratam seus cachorrinhos pequenos como crianças, falando com vozes abobadas transmitindo ao cachorro tremenda fragilidade.

Eles como são muito inteligentes, compreendem este tratamento como fraqueza e como seus donos fazem tudo para agradá-los rapidamente se colocam na posição de líderes da matilha.

Esta situação certamente lhe causará problemas de comportamento, apesar de não serem traços da raça, mas sim, comportamentos derivados pela forma como foram tratados pelos seus donos e pelas pessoas que convivem com eles.

Dentro destes comportamentos podemos observar cães que apresentam ansiedade de separação, cães irritados, que mostram os dentes não hesitando em atacar pessoas e até mesmo cães muito maiores.

O comportamento de guarda torna-se uma obsessão e os latidos excessivos, na intenção de dominar seus donos e fazer com que as pessoas hajam de acordo com o que eles acreditam ser o certo.

Cães com este tipo de comportamento costumam tornar-se antissociais e se você tratar este pequeno cachorro como um bebê e não como um cachorro, ele será totalmente desaconselhado para crianças, pois seu comportamento se tornará imprevisível.

Agora lembre-se, só donos que não sabem estabelecer a regra de hierarquia da matilha correm o risco de ter um cachorro com estas características.

Se você souber impor limites e demonstrar sua liderança, proporcionar ao cachorro caminhadas diárias, adestra-lo demonstrando autoconfiança de forma que ele entenda seu lugar dentro da hierarquia familiar, esta é uma raça de cachorros maravilhosa, muito estável, confiável, companheira e afetuosa que poderá conviver com pessoas de todas as idades sem o menor problema.

Cães são animais que instintivamente caminham, acompanhado as pessoas e buscando um líder para guiá-lo. Nunca permita que seu cachorro caminhe na sua frente, cães necessitam andar ao seu lado, ou atrás de você, para que você mantenha sua posição na hierarquia de liderança.

Tenha em mente que cachorros que são impedidos de caminhar diariamente estarão mais propensos a desenvolver problemas graves de comportamento.

Caso você tenha a sua disposição um grande jardim e passe bastante tempo do lado de fora da casa, com seu Dobermann seguindo você, talvez as caminhadas na rua sejam menos importantes, considerando que elas já acontecem de forma natural.

Aspecto


Esta raça foi originalmente concebida como cão de guarda, os machos têm uma aparência musculosa e nobre, as fêmeas são mais elegantes.


O Dobermann mede entre 68 a 72 centímetros na cernelha e as fêmeas entre 63 a 68 centímetros. Tem uma estrutura quadrada: o seu comprimento deve ser igual à sua altura na cernelha e o comprimento da sua cabeça, pescoço e pernas deve estar em proporção com o seu corpo.

Não existem padrões para o peso do Dobermann, o que existe é a norma utilizada pela FCI. O cão ideal deve ter o tamanho suficiente para uma óptima combinação de força, resistência e agilidade. O macho normalmente pesa entre 40-45 kg e a fêmea entre 32-35 kg.

O Dobermann tem uma cauda longa, mas alguns têm a cauda curta como resultado da sua remoção por procedimento cirúrgico, onde a maioria da cauda é cortada, pouco depois do nascimento.

A prática de cortar a cauda já existe há séculos. E a razão para a sua remoção é para garantir que a cauda não atrapalhasse o cão. Cortar a cauda foi sempre um tópico controverso.

A norma da American Kennel Club para o Dobermann inclui uma cauda cortada perto da segunda vértebra. Cortar a cauda é uma prática comum nos EUA, Rússia e Japão, assim como numa série de outros países, onde ela é legal.

É comum cortar as orelhas ao Dobermann, assim como em outras raças, um procedimento que está relacionado com o facto de a raça ser para guarda, para que o cão tenha audição mais eficaz.


De acordo com o Dobermann Pinscher Club of America, as orelhas são normalmente cortadas por forma a ficarem eretas. Como o corte da cauda, também o corte das orelhas é ilegal em alguns países.

Existem duas variedades de Dobermann: o Dobermann europeu, e o Dobermann americano. O Dobermann de linhagem europeia, é um cão mais robusto, sólido, forte e mais voltado para o trabalho (guarda).

Já o Dobermann de linhagem americana, é mais leve, elegante, e mais voltado para exposições caninas. A imensa maioria do plantel brasileiro, é composto por Dobermanns de linhagem americana.

Outro ponto forte no Dobermann é sua estrutura que para alguns chega a meter medo sem falar no tamanho. Comprida e óssea, a cabeça de stop pouco desenvolvido e em forma de cunha alongada se desprende bem do pescoço.

Seu volume é proporcional ao corpo. Os olhos, de grandeza média e ovais, são escuros ou um tanto claros nos cães marrons. As orelhas, naturais, são bem implantadas no alto sobre o crânio.

Elas são compridas, e seu contorno anterior é bem junto a face, esse cão tem quadris bem musculosos, dorso sólido e curto. A cauda é implantada alta.

Pelo curto, duro e espesso. Muito bem assentado, liso e igualmente distribuído sobre toda a superfície. Preto ou marrom, com marcações vermelho ferrugem claramente definidas e limpas nas cores preto e bege, marrom e castanho ou azul e castanho.

Curiosidades






Em 2001, quando as torres do World Trade Center caíram, na busca e salvamento das vítimas ele tiveram a ajuda de Dobermanns para encontrar sobreviventes e corpos no subsolo;

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Marinha Americana usou Dobermanns em combate como sentinelas, mensageiros e escuteiros;

Dobermanns são vistos em imagens de arquivos da batalha de Okinawa, um dos conflitos mais sangrentos da história americana;

Em 1994, um memorial de bronze de um Dobermann encomendado pelo United Dobermann Club foi erguido em Guam. O memorial é chamado de “Always Faithful” (Sempre Fiel).


24 razões para nunca chegar perto de um Dobermann

São os cachorros mais violentos que já puseram as patas na Terra!

1.Todo mundo sabe que Dobermanns são cães assustadores.



Veja, por exemplo, a foto acima.

2.Eles estão constantemente em alerta e em guarda.

3.Até mesmo os filhotes.




Cuidado!

4.Eles são muito ferozes para ficarem no colo.

5.E não têm bons modos.

Especialmente na hora de comer. Eles são selvagens.

6.Eles são muito perigosos para serem usados como animais de terapia. 

7.E eles têm ZERO paciência.

8.Ou seja, não é confiável deixá-los perto de outros animais.

9.Especialmente com filhotinhos de coelho.



10.Bom, nem preciso dizer que eles nunca devem ser deixados perto de crianças, né?

11.Viu?



Corra, criancinha! Corra!

12.Eles são cães selvagens que não sabem brincar

13.Ou se divertir.




14.Eles odeiam experimentar coisas novas.

15.Como todos sabem, eles são apenas cães violentos.

16.Criados para serem monstros ferozes e sem emoção.

Que certamente não precisam se aconchegar em um gato em busca de conforto.

17.o que significa que eles não precisam de um lar amoroso.




Claramente este cão preferiria estar acorrentado em um lixão.

18.Eles definitivamente não desejam amor ou carinho.

19.E eles também odeiam chamegos e beijinhos.

“Urgh, sai de cima de mim”, disse esse cachorro.

20.Além disso, nem há tantos assim em abrigos esperando para serem adotados.


21. De qualquer forma, você quer mesmo um cachorro com uma aparência tão malvada?


 

22.Não, é claro que você não quer.

23.Eles não são nem um pouco fofos!

Eca.

24.Sim: você teria que ser louco para deixar uma dessas máquinas mortíferas entrar na sua vida.

Você certamente vai acabar se arrependendo se deixar!

Adestramento

Um Dobermann é ideal para você se você estiver pronto para assumir uma liderança amorosa com seu cão, treiná-lo de forma consistente e paciente dando a quantidade de exercício físicos e desafios para a sua considerável inteligência.




Não subestime a inteligência: o Dobermann está entre o mais inteligente de todas as raças e os tutores precisam estar atentos para que não sejam enganados.

Se você pensa em deixar seu cão preso ou sozinho no quintal enquanto você joga vídeo game, é melhor você se preparar para ouvir latidos de um cão entediado e destrutivo em vez do companheiro devotado que você pensou.

Desenvolvido como um cão de guarda, o Dobermann tem uma habilidade inata, não só para proteger a sua família, mas também para antecipar o perigo e as ameaças.

Como ele é muito esperto, ele muitas vezes não está errado, mas se o Dobermann não é socializado e treinado para se comportar adequadamente quando encontra um desconhecido, ele pode mostrar desconfiança excessiva para convidados – suspeita de que pode se transformar em agressão.

Muitas pessoas querem um Dobermann para fins de proteção, mas quase ninguém realmente precisa de um cão de treinado em proteção exclusivamente – a maioria das pessoas ou famílias simplesmente precisam de um cão de guarda.

A reputação do Dobermann, inteligência, habilidade instintiva para avaliar ameaças, e sua lealdade inata e proteção de sua família humana são tudo o que é necessário para alcançar esses objetivos, por isso não procure um “cão de treinado para proteção” porque você não precisa e provavelmente não vai saber como lidar nesse caso com seu cão.


Um cão bem-educado, bem treinado, devidamente socializado que vive com sua família irá protegê-la como parte de sua natureza.

Desde a mais tenra idade, o Dobermann manifesta seu temperamento dominador. Mostra-se muitas vezes agressivo com estranhos. Esse comportamento deve ser reprimido imediatamente, sem brutalidade, mas com firmeza.

Quando bem adestrado, o Dobermann revela ser um cão submisso, afetuoso e de indefectível apego à família, do tipo “chiclete”. Ele pode ser gentil com as crianças da família quando criados juntos.

É excelente cão de guarda, inteligente vigilante, corajoso e mesmo intrépido e muito atento a tudo o que acontece. Seu temperamento faz parte de seu padrão; os cães agressivos, medrosos ou agitados demais devem ser afastados da reprodução.

A reputação feroz precede-o. Ele é temido por aqueles que não o conhecem, estereotipado como altamente agressivo e cruel. Na verdade, ele é um guardião formidável, mas ele é geralmente um cão delicado, vigilante e amoroso.

Ele não vai procurar problema, mas ele é destemido e vai defender sua família se ele percebe o perigo.

Esse é um cachorro ativo que precisa de exercícios físicos e mentais todos os dias, ou pode se tornar frustrado e destrutivo. Sua necessidade de exercícios se satisfaz com longas corridas ou passeios de coleira, ou uma corrida mais intensa dentro de uma área segura.

O local de moradia desta raça deve ser de preferência espaçoso, eles não se adaptam muito bem a apartamento. Para não se tornarem traiçoeiros e agressivos, o que pode acontecer com qualquer raça, precisam apenas receber cuidados e atenção.

Se forem treinados adequadamente estes cães irão apresentar boa retenção e irão se beneficiar de todo esforço extra que o dono dispensar durante o período inicial do aprendizado.

Na verdade, se este esforço concentrado não for aplicado no início do treinamento, o cão parece perder rapidamente o hábito de aprender.

As sessões de exercício e treino devem ser curtas. Para melhores resultados, faça treinos diários compostos de três sessões com cinco a dez minutos cada, pois isso ajuda a manter o Dobermann atento. A frequência reforça as técnicas que ele deve aprender.

Recompense o bom comportamento. Para que o Dobermann obedeça aos comandos. Ao dar o comando "sentar", por exemplo, e o cão obedecer, faça carinho e agrade-o para que ele entenda que fez algo certo.

Além disso, sempre que o animal fizer algo positivo, dê um petisco ou coce as costas dele para que ele perceba que são esses tipos de comportamentos que você quer que ele tenha.

Ignore o mau comportamento. Ajude o Dobermann a compreender o que ele não deve fazer, ignorando qualquer tipo de comportamento inadequado e evitando recompensá-lo.

Por exemplo: se o cão quer passear e começar a correr pela casa de tão animado, ignore-o até que ele pare e seja possível colocar a coleira e a guia.

Logo que a "corrida" for interrompida, coloque a coleira e leve-o para dar uma volta. Faça isso sempre que passear com o Dobermann para que ele possa entender que aquele comportamento não é algo que agrada a você.

Dessa forma, o pet aprenderá que ficar correndo pela casa não vai fazer com que ele "convença" o dono a passear, e sim quando fica parado e quieto.

Contrate os serviços de um adestrador profissional e licenciado. Se o Dobermann insiste em não obedecer, uma alternativa é contratar alguém para ajudar no treinamento. Adestradores autorizados podem ser de grande valia, principalmente se estiver difícil de corrigir comportamentos inadequados do cão.

Sem que você precise dizer uma palavra, seu cachorro consegue perceber alguns dos seus sentimentos e podem sim, ser afetado por eles.

Se formos analisar superficialmente, os cachorros parecem animais com pouca inteligência, principalmente quando começam a correr atrás de seus próprios rabos ou quando correm atrás de um objeto que você fingiu lançar.

Mas na verdade, eles são dotados de muita inteligência e podem demonstrar, constantemente, sua esperteza.

Estudos já comprovam que a inteligência social de um cachorro é mais sofisticada do que se imagina e que isto evoluiu, principalmente, através de sua convivência cada vez mais próxima com os homens.

Um dos exemplos de sua intelectualidade é que eles estão sempre atentos às movimentações que ocorrem a sua volta, tanto dos humanos como de outros cães, além de tomarem para si, sentimentos de seus donos ou pessoas muito próximas.

Essa forte ligação de amizade e sentimentos já é tema de diversos estudos que apontam que cachorros e homens podem ter mecanismos semelhantes para processar as informações emocionais, uma vez que o cérebro canino possui uma região com muitas semelhanças a uma parte do cérebro humano.

Assim fica até fácil entender como eles conseguem nos desvendar com tanta facilidade! E também o porquê de eles agirem como se fossem parte das famílias com as quais convivem.

A seguir, listamos três sentimentos principais que os cães conseguem perceber nos seus donos. Além disso, estes sentimentos influenciam o humor do animalzinho, que é companheiro de seu dono, literalmente, na alegria e na tristeza.

Humor (e variações atreladas a doenças)

Seu animal tem a incrível capacidade de perceber se você está de bom humor ou não.

Normalmente o comportamento dele seguirá o seu estado de espírito: se estiver de bom humor ele ficará mais agitado e se estiver de mau humor, ele também se mostrará estressado.

O mesmo acontece quando o dono ou alguém bem próximo fica doente. O animal de estimação tende a apresentar comportamentos de inquietação e tristeza.

Alguns mostram desejar permanecer sempre ao lado de quem está debilitado. Em alguns casos, podem ficar tão abatidos ao nível de adoecer também ou ficarem prostrados. Esses são reflexos do que ele sente por seus donos e sua forma de demonstrar carinho, afeto e companheirismo.

Confiança

O faro dos cães quase nunca se engana! Eles conseguem perceber quando alguém está mentindo ou quando uma pessoa não é merecidamente confiável.

Na tentativa de alertar seus donos, ficam agitados, latem e não conseguem sossegar enquanto estiverem na presença do ‘perigo’.

Não devemos levar ao pé da letra, claro, a antipatia de um cão por determinada pessoa, pois o motivo pode ser o cheiro (de outro animal) em suas roupas, alguma característica física, tom de voz etc.

Porém, há casos em que os cães percebem o lado ruim da personalidade de alguém.

Falta de atenção

Os cachorros são animais capazes de tomar decisões e decidir ações em questão de segundos. Quem nunca se distraiu por rápidos 10 segundos e teve sua comida roubada pelo danadinho do cão?

Por esses motivos, os cachorros conseguem perceber qualquer distração ou falta de atenção em qualquer atividade que os donos estejam realizando.

Também são capazes de identificar quando estão sendo tratados de maneira diferente em relação a outro cão ou animal de estimação.

E quando essas duas situações se tornam frequentes, seu pet pode se sentir diminuído e inferiorizado, podendo se tornar indiferente aos seus comandos.

Então, se você alguma vez já se questionou sobre a capacidade de os cães perceberem sentimentos nos homens, agora já sabe que eles realmente têm essa incrível capacidade.

A intuição dos cachorros é bem forte e eles podem sentir as emoções humanas sem que seja necessário dizer palavra alguma. Além disso, eles conseguem diferenciar expressões felizes ou furiosas em rostos dos seus donos.


Filhotes


A escolha do filhote é um fator extremamente importante na decisão de ter um Dobermann. O futuro dono deve, antes de mais nada, certificar-se da seriedade do criador e dos cuidados com a seleção das matrizes quanto ao temperamento.

O filhote deve ser robusto sem ser pesado e deve apresentar uma boa movimentação. Os membros precisam ser fortes, mas sempre proporcionais ao corpo.

Os olhos devem ser escuros e não podem apresentar coloração amarelada. O focinho deve apresentar boa pigmentação, sendo preto ou marrom dependendo da cor dominante da pelagem.

A boa escolha de um filhote requer ainda que se observe o temperamento dos filhotes, que deve ser alerta, mas não deve demonstrar agressividade.

Outra medida fundamental para o filhote é a socialização, que garante ao filhote um bom desenvolvimento psíquico.

Um cuidado especialmente importante para o bom desenvolvimento do filhote é quanto à quantidade de exercícios e uma boa alimentação, que promova o desenvolvimento muscular característico da raça.

As fêmeas começam a entrar no cio a partir dos 8 meses de idade, sendo que essa idade pode variar de acordo com o tamanho, podendo atingir um prazo de até 2 anos.

Geralmente elas têm dois cios por ano, sendo que os intervalos podem variar, e cada um dura em média de 15 a 20 dias.

O cio pode ser percebido fisicamente pelo aumento de sua vulva e pelo sangramento que ocorre até seu período fértil, o qual tem início aproximadamente no 11º dia após o início do sangramento e dura em torno de quatro dias.

Em alguns casos, pode ocorrer o chamado cio seco ou cio silencioso, no qual não há sangramento. Neste caso, a vulva pode ou não ficar inchada, mas o cio pode seguramente ser percebido pelos machos e após exame de citologia vaginal realizado pelo veterinário, especialmente para identificar a data certa para o acasalamento.

Uma das causas do cio silenciosos é o hipertireoidismo. Durante o cio, a fêmea emite um odor reconhecido pelo macho.

Se após os 24 meses o cio não vier, consulte o seu veterinário para tratamento, pois, desequilíbrios hormonais decorrentes de falta de vitamina E, proteínas ou problemas em alguns órgãos podem ser tratados, permitindo que após o tratamento a fêmea engravide normalmente. Se a cadela tiver agenesia ovariana, ou seja, ausência dos ovários, não haverá como fazê-la reproduzir-se.

Acasalamento

É importante que a cadela seja cruzada pela primeira vez somente após o terceiro cio, pois, antes disso o seu organismo estará ainda em formação, o que pode trazer-lhe problemas na gravidez ou até mesmo sequelas.

Por isso, pode-se dizer que a época ideal para acasalamento da fêmea deve ocorrer a partir do terceiro cio, ou 1,5 anos de idade até os 7 anos.

O macho alcança sua maturidade a partir de um ano de vida, estando pronto para acasalar. Para saber se a fêmea está pronta, passe o dedo na base do rabo da cadela, se ela deslocar o rabo para o lado, deixando a vulva aparente, significa que deixará o macho cruzar.

Para saber se a fêmea está grávida, o veterinário realiza exame de toque, apalpando-a, mas o ideal é realizar exame de ultrassom. Além disso, a cadela apresenta aumento da barriga, tetas e algumas mudanças de comportamento.

Antes do acasalamento, é importante uma visita ao veterinário para avaliação geral, vacinação e vermifugação.

Gestação

A gestação da cadela dura em média dois meses e pode variar para dias a mais ou a menos, em função, por exemplo, do número de filhotes.

Sua alimentação deve ser distribuída em várias porções diárias, assim ela estará se alimentando melhor. É importante uma alimentação de boa qualidade e equilibrada com todos os nutrientes que ela e os filhotes precisarem.

No primeiro mês será notado o aumento de suas mamas, seu peso também aumentará, e a movimentação dos bebês ainda na barriga poderá ser vista perto do final da gravidez.


Quando o dia do nascimento estiver chegando, a fêmea irá perdendo o apetite. Prepare o lugar onde será o parto com algumas semanas de antecedência para que ela se acostume. É importante lembrar que muitas gestações prejudicam a saúde tanto da mãe quanto dos filhotes.

Nascimento

O lugar onde a fêmea terá os filhotes deve ser iluminado e apropriado para isso, e oferecer as condições para que ela se sinta bem e para que os filhotes fiquem protegidos. A caixa para o nascimento deve ser corresponder ao tamanho da cadela, para que ela consiga deitar e fique confortável, podendo movimentar-se.


Uma fêmea de Dobermann pode ter de 5 a 10 filhotes.


Forre a caixa com jornais, pois podem ser trocados diariamente, mantendo o local limpo. Os cachorrinhos devem ficar aquecidos, principalmente no inverno.

Os filhotes ficarão nesse lugar até a quarta semana de vida, e a mãe deverá estar livre durante esse tempo, podendo sair quando quiser, seja para fazer suas necessidades ou dar seus passeios. Os filhotes são cuidados pela mãe até quatro a seis semanas após o nascimento.

Geralmente ela cuida de tudo, desde o nascimento, tirando os filhotes da bolsa e cortando o cordão umbilical, depois lambendo os filhotes para que eles respirem, até durante as primeiras semanas, amamentando em horários certos e estando quase o tempo todo com eles.

Porém esteja preparado e deixe o veterinário avisado caso algo não saia como o esperado durante o parto e fique atento quanto ao seu comportamento depois que ela tiver os filhotes.

Algumas cadelas pedem total atenção do dono durante o parto, outras preferem fazer tudo sozinhas e quietinhas, mesmo assim o dono deve observar de perto para que tudo corra bem.

Se ela resolver dar uma caminhada, não deixe que ela vá sozinha, pois algum filhote pode nascer pelo meio do caminho.

Após o início das contrações, pode demorar até quatro horas para que nasça o primeiro filhote, se após esse período não tiver nascido nenhum, leve-a para o veterinário.

Depois do nascimento do primeiro filhote, aguarde no máximo uma hora de intervalo, caso não nasça, leve-a para o veterinário. Sempre que a mãe começar a ter as próximas contrações, retire os filhotes de perto para que ela não machuque nenhum e fique mais à vontade.

Os filhotinhos deverão ser examinados pelo veterinário. Eles nascem com os olhos fechados, que se abrem por volta do nono dia.

Cuide para que o local onde estão a fêmea e os filhotes esteja sempre limpo, com temperatura ambiente agradável, protegido de vento e de barulho.

A duração da gestação do seu cão dura em média 60 dias;

A mãe deve receber ração em maior quantidade, com alto teor calórico e mais proteína;

Para facilitar o nascimento, é bom que a mãe faça alguns exercícios;

A mãe costuma abandonar os filhotes fracos para focar nos mais fortes (lembrem-se, não é maldade, é da natureza deles);

A média de filhotes é de

O nascimento do filhote dura, em média, 60 minutos.

Cuidando do Filhote

Tome cuidados especiais com os filhotes até que atinjam a maturidade, evitando que eles sofram quedas que possam comprometer o desenvolvimento de sua ossatura.

É uma boa fase para acostumar o filhote ao ritual da escovação, uma vez que durante sua vida adulta certamente será um hábito constante.

Jamais adote ou compre um filhote com menos de oito semanas, pois ele é jovem demais para ir para uma casa nova.

Escolha o cachorro certo para você. Os pelos dele são adequados para o clima onde você vive? Ele tem o tamanho adequado para sua residência e o nível de energia que você será capaz de fornecer? Pondere bastante tais coisas para o bem-estar do animal e a felicidade de todos na casa.

Adapte a casa para o cãozinho. Os filhotes amam explorar os ambientes com as bocas e algumas precauções são necessárias para proteger o cachorro e a casa.

Retire os itens que possam ser quebrados da área em que planeja manter o cão.

Erga ou cubra todos os fios elétricos. Feche também todas as janelas baixas.

Guarde os produtos químicos e de limpeza dentro de armários fechados.

Compre uma lixeira alta demais para ele e pesada o suficiente para que ele não a tombe.

Analise a possibilidade de instalar um portãozinho dobrável para mantê-lo confinado em determinado ambiente.

Dê espaço suficiente para o Dobermann. Mantenha o animal na cozinha ou no banheiro durante o dia, pois esses cômodos costumam ser quentes e possuem pisos que podem ser lavados.

Mantenha o cão em um cercadinho ao lado de sua cama durante a noite para que você possa ouvi-lo e levá-lo para fazer as necessidades quando ele tiver vontade.

Compre duas tigelas de aço inoxidável para servir a ração e a água. Os potes de metal são fáceis de se manter limpos e não podem ser descascados pelo cachorro.

Cada animal da casa deve possuir tigelas próprias para que não haja conflitos. Separe-os durante as horas das refeições para garantir que cada animal receba a nutrição necessária.

Compre uma cama para o filhote. Existem diversas opções, que incluem cestinhos cobertos com toalhas, cercadinhos com travesseiros e até mesmo casinhas próprias para cachorros.

Garanta que a casa escolhida esteja sempre confortável e seca. Não esqueça de ter uma mantinha por perto para dias frios. Evite o conflito dando uma casa para cada animal de estimação.

Dê muitos brinquedos. Como os filhotes tem muita energia para queimar, dê muitos brinquedos para ele. Escolha opções firmes o suficiente para que ele não se asfixie.

Imagine-se no lugar do filhote: você foi "arrancado" dos seus pais, do seu local de nascimento, dos cheiros que você estava acostumado. Lógico que não será simples a adaptação.

Afinal de contas, o seu cachorro também sente medo, fome e solidão. Antes de você aparecer, a mamãe dele ficava o tempo todo ao seu lado, trazendo segurança e proteção.

Pode ser assustador para o filhote ficar sozinho. Logo, é muito mais fácil chamar a sua atenção. Já que, toda vez que ele chora, vá visitá-lo, ver o que está acontecendo. Pode ser recompensador para ele, aliviando os medos e inseguranças que ele está passando.

Deixe seu filhote em algum lugar que ele se sinta bem. Traga um brinquedinho, algo que faça barulhinhos. Assim sendo, ele poderá se distrair e diminuirá a intensidade do choro. É importante deixá-lo sempre seguro e contente para a adaptação ocorrer de uma forma mais rápida.

Podemos adotar um filhote após o desmame estar completo. Isso acontecerá entre 45- 60 dias após o nascimento. O desmame deve ser iniciado entre 30 e 45 dias.

Uma dúvida bastante comum é como escolher o filhote a ser adotado. Quando se fala em raça pura, é possível saber algumas características do cão, mas, se tratando de raça não definida, é mais difícil acertar. Mas não impossível.


A primeira coisa que você deve levar em consideração é o tamanho do filhote. Lembre-se que quando pequenos, eles são todos fofinhos, mas quando crescem podem se tornar um problema.

Por isso, atente para o ambiente em que você vive: casa ou apartamento? Uma dica: verifique o tamanho das patas. Se grandes, seu cão ficará grande!

Outra característica é o tipo de pelagem: pelos longos requerem cuidados diários como escovação ou tosas periódicas. Pelo curto são práticos, mas não quer dizer que o seu cão não vai deixar pelos no sofá.

Você quer um cão macho ou fêmea? Isso é uma decisão muito pessoal. Hoje em dia com adestramento, é possível ter um macho tão higiênico quanto a fêmea. A castração é o melhor meio para se evitar novos filhotes.

Deixe o cão confortável na casa. Lembre-se de que se trata de um ambiente novo e que pode deixá-lo assustado. Nos primeiros dias, dê mais carinho e atenção do que o normal.

Deixe que o cãozinho conheça todos os cômodos da casa enquanto você o segue. Não é necessário mostrar tudo no primeiro dia, mas comece pelas áreas comuns.

Deixar o filhote correr solto por aí resultará em acidentes. Para que o filhote não se sinta solitário, deixe-o dormir no seu quarto, em um cercadinho.

Dê carinho com frequência. É muito importante acariciar o filhote várias vezes no dia para fazer com que ele se sinta amado e criar um laço amoroso entre vocês.

Pegue o filhote com cuidado. Assim como os bebês humanos, os filhotes de cães são frágeis. Pegue-o cuidadosamente; caso precise levantá-lo, sempre mantenha uma mão debaixo do peito dele.

Proteja o filhote. Como esses animais são curiosos por natureza, eles podem escapar e se perder facilmente, mesmo que você tenha muito cuidado.

Coloque uma coleira confortável no animal com uma plaquinha que contenha suas informações de contato. Inclua o nome do animal, seu endereço e seu telefone.

É uma boa ideia registrar o cachorro. Em algumas cidades, como em São Paulo, o Registro Geral Animal é obrigatório. Implante um microchip no cão. Esse pequeno dispositivo é colocado sob a pele do animal, na região dos ombros, e registra todas suas informações de contato.

Caso o animal seja encontrado por um abrigo ou um veterinário, será fácil recuperar o cão. Por mais que o cão tenha uma coleira e uma plaquinha, recomenda-se instalar um microchip, pois ele não pode ser removido.


A microchipagem é muito importante para poder identificar o seu novo amiguinho em caso de perda ou roubo ou para viagens internacionais.

Ele terá um número único no mundo que fica armazenado num banco de dados internacional. Em qualquer lugar do mundo que ele for achado o seu verdadeiro dono poderá ser localizado.

Forneça um ambiente seguro para o animal. Um ambiente sujo ou não seguro pode prejudicar o bem-estar do animal e fazer com que você gaste com o veterinário.

Após achar urina ou fezes pela casa, limpe o local imediatamente. Não esqueça de treinar o cão a não fazer as necessidades em qualquer lugar.

Livre-se de plantas prejudiciais para os cães. Algumas plantas comuns, como lírio do vale, oleandro, azálea, teixo, dedaleira, rododendro, ruibarbo e o trevo devem ficar longe dos cachorros.

Não esqueça de exercitar o Dobermann. Cada raça precisa de uma quantidade diferente de exercícios e você deve levar isso em consideração ao escolher o filhote.

Leve-o para o jardim ou para a rua após as refeições quando o veterinário disser que é seguro sair. Alguns filhotes possuem pequenos picos de energia seguidos por sessões de sonecas longas.

Evite exercícios excessivos e brincadeiras pesadas durante a fase de desenvolvimento. Aguarde ele completar nove meses de vida antes de caminhar com ele por mais de meio quilômetro.

Caminhe por cerca de uma hora por dia com o Dobermann, dividida em duas ou quatro sessões. Permita que ele interaja com cães amigáveis na rua, mas apenas após ser vacinado. Socialize o Dobermann. O período de maior socialização para filhotes ocorre entre a 7ª e a 17ª semana de idade.

Desmame

Ao nascer, a mãe zela pelo cuidado do seu filhote e o amamenta por um período médio de 30 a 60 dias. Durante esse período, a única fonte de alimentação dos filhotes deve ser as tetas da mãe.

Caso o filhote esteja chorando muito, verifique se ele está mamando, se não estiver procure um veterinário. O veterinário poderá ajudar indicando uma receita caseira que será dada com mamadeira.

Os cuidados durante a amamentação


Enquanto a mãe estiver amamentando é preciso evitar mexer muito nos filhotes. A proteção materna pode tornar a mãe agressiva, e isso é natural: ela quer proteger os filhotes, sabe que eles são frágeis e que dependem de seus cuidados.

A mãe sabe os cuidados necessários, mesmo sendo marinheira de primeira viagem. Ela vai cuidar para que fiquem protegidos e fará a higiene dos bebês como qualquer outra mãe faz.

No final do primeiro mês, quando já estão mais fortes, os bebês começam a ter os primeiros dentes e sua intenção é explorar o ambiente. Também é o momento em que se interessam por água e pelos primeiros alimentos sólidos, vão querer comer o que você oferece à mãe e isso precisa ser evitado.

Os filhotinhos precisam de uma dieta adequada nesse período, é quando eles se acostumam com alimentos sólidos, mas ainda não abandonaram totalmente o leite materno.

Nesse período o leite já não fornece todos os nutrientes que os filhotinhos precisam e a alimentação deve ser específica para a idade deles.

Tanto os filhotes precisam de suplementos, já que estão mais ativos, quanto a mãe, que acaba se desgastando com o fornecimento do leite aos filhos.

Para que se acostumem com alimentos sólidos é excelente dar uma papinha, são produtos que podem ser encontrados em diversas opções e devem ser servidos diluídos em água. Assim é possível acostumar os filhotes com alimentação sólida, antes que passem só para a ração.

Uma papinha especial para fortalecer a mãe também pode ser necessária, principalmente se a ninhada for além de seis filhotes. Isso vai garantir que ela tenha saúde tanto para alimentar os filhos quanto a si própria.

Não desmame os filhotes de uma vez

Assim como qualquer criança humana, os filhotinhos precisam ser acostumados com a alimentação sólida. Então, nunca os tire de uma vez da mãe. Eles precisam ir tomando o leite materno e, ao mesmo tempo, ingerindo alimentos que lhes forneçam mais nutrientes.

Enquanto eles vão desmamando e começando a comer, acostumam-se mais rapidamente e você terá filhotes saudáveis e fortes.

Nunca forneça leite de vaca aos filhotinhos com a intenção de suplementar o leite materno. O leite da mãe tem tudo o que eles precisam nesses primeiros dias de vida.

Se você inserir leite de vaca na nutrição dos filhotinhos, vai criar um problema sério, tanto para eles quanto para você mesmo: fatalmente eles terão diarreia, cólicas e flatulência.

O organismo dos cães não foi feito para o leite de vaca, mesmo que seja diluído.

Evite também fornecer comida de humanos, entenda que o organismo dos cães é diferente do nosso e, embora tenham necessidade praticamente dos mesmos nutrientes, a maneira como eles são digeridos é só deles.

Os filhotinhos podem, num primeiro momento, rejeitar os alimentos que oferece, mas você deve insistir em manter à disposição deles a nova dieta. Com o tempo e com a agitação que normalmente têm, os filhotes acabarão por sentir fome e irão se acostumar com o novo alimento.

Aos poucos e naturalmente, eles vão deixar de mamar, preferindo a comida ao leite e esse processo também será natural: a mãe vai deixando de produzir leite.

Quando estiverem nessa fase também é importante manter a comida à disposição, pois a mãe pode algumas vezes se recusar a dar de mamar aos filhos. Isso porque eles já possuem os primeiros dentes e acabam machucando as mamas maternas, provocando desconforto na mãe.

Acostumando seus filhotinhos com um tipo de ração (e é importante que seja recomendada por um veterinário), não a troque por outra. A nova ração muitas vezes tem sabor diferente e os filhotes podem não aceitar de primeira vez.

Quando for trocar e, insistimos, não faça isso sem o conhecimento do veterinário, vá misturando a nova ração à anterior, aos poucos, acrescentando sempre uma maior porção, para que eles não sintam a diferença.

O primeiro passeio

O indicado é esperar a aplicação da 3ª dose da vacina + a antirrábica, para iniciar atividades fora de casa.

Evitar o contato com outros animais cuja a procedência não conheça, pois esses podem não estar vacinados e ter alguma doença incubada que pode ser transmitida para nosso amiguinho. Ao passear com o seu Dobermann, leve água para ele se refrescar e sempre recolha as fezes dele.


Como cuidar de seu Cão

O Dobermann tem uma grande quantidade de energia e precisa de muito exercício. Ele um cão da família e não deve ser deixado sozinho. Ele fica muito feliz quando é incluído nas atividades familiares.

Os cuidados com o pelo do Dobermann são mínimos. Escovações semanais ajudam a manter o pelo com uma boa aparência e diminui bastante os pelos mortos que podem ficar espalhados pela casa.

Banho somente quando necessário. Ele não tem cheiro forte.

Outros cuidados são com a escovação dos dentes pelo menos duas ou três vezes por semana para remover a formação de tártaro e as bactérias que se escondem no seu interior. A escovação diária é ainda melhor se você quiser prevenir doenças da gengiva e mau hálito.

A quantidade diária recomendada de ração é de 2,5 a 3,5 xícaras de alimento seco de alta qualidade por dia, dividido em duas refeições. Não coloque comida demais a ponto de ficar sobrando na vasilha do seu cão.

Para cuidar bem de um Dobermann, é necessário estar atento às necessidades especiais dele, incluindo a predisposição a desenvolver a doença do disco intervertebral. Além disso, o dono deve garantir que ele mantenha um peso adequado, ao mesmo tempo que cuida da pelagem, da aparência e ensina bons hábitos.

Entre em contato com um veterinário imediatamente ao notar qualquer um dos sintomas a seguir:

Mudança no nível de atividade (evita correr e saltar).

Dificuldades de ficar em pé.

Choro por conta da dor.

Mudança de comportamento, ansiedade e nervosismo.

Costas e pescoços curvados ou músculos rígidos.

Alimenta-se pouco ou evita comer.

Falta de controle sobre a bexiga ou intestinos.

Para identificar se o peso do cachorro é adequado, fique em pé sobre ele e olhe para baixo; caso consiga ver as costelas, ele está magro demais e precisa ganhar um pouco de massa.

Se as costelas não estiverem visíveis, mas é possível senti-las através do toque, o peso dele está em um nível adequado.

Porém, se não for possível ver e nem sentir as costelas, ele está acima do peso. Além disso, a cintura do Dobermann deve ser cônica, sem aquela "barriguinha" flácida.

Converse com um veterinário para determinar quanto peso o cão precisa ganhar ou perder. Além disso, ele também passará uma dieta para que o Dobermann atinja e mantenha um peso saudável.

Caminhe e brinque com o cachorro todos os dias. Não exagere nos petiscos. É uma boa ideia dar uma ração de manutenção de peso caso o Dobermann fique gordo demais.

Dicas

Não esqueça de marcar consultas regulares ao veterinário (pelo menos duas vezes por ano) para que ele verifique se o cão está com as vacinas em dia e faça os exames necessários.

É uma boa ideia fazer um plano de saúde para o animal. Cães da raça Dobermann geralmente são ousados e bagunceiros, características que contribuem para que eles se metam em problemas ou até se machuquem, restando apenas duas opções ao dono: cirurgia ou sacrificar o cão.

As unhas do Dobermann são escuras, exigindo cuidados redobrados na hora de cortá-las. Cuidado para não danificar as sensíveis veias no interior das mesmas.

Cães desacostumados a pessoas e outros animais poderão latir, rosnar e até morder. Socialize o Dobermann com outros cães e pessoas desde cedo.

Não deixe que o animal fique acima do peso, pois isso causa graves problemas nas costas e na saúde geral dele.


Vacinação e Vermifugação

Escolha um veterinário. Se você já possui outros cães na casa, é possível que você já tenha um veterinário de preferência. Caso contrário, escolha uma clínica que pareça organizada e limpa recomendada por amigos e familiares. Faça algumas perguntas ao veterinário e aos funcionários e escolha o consultório que mais o agradar.

Transforme as idas ao veterinário em viagens divertidas. Leve consigo alguns petiscos e brinquedos para tornar a experiência divertida ou ao menos tolerável para o cão.

Antes da primeira consulta, faça com que o cão esteja acostumado com os toques humanos nas patas, nas caudas e no rosto, para que ele não estranhe o exame.

Fique atento aos problemas de saúde para descobri-los cedo. Os olhos do cão devem ser claros e livres de corrimento, assim como o nariz. O pelo deve ser limpo e brilhoso, nunca falhado. Procure calombos, lesões e inflamações na pele, além de sinais de diarreia.

Vacinar seu cachorro é um ato de compromisso, e amor.

A vacinação é, sem dúvida, um dos cuidados mais importante tanto para o filhote como para o cão adulto. Vacinando seu cão você estará preparando sua imunidade diante de doenças que podem ser fatais, principalmente para filhotes.

Para ser vacinado, o animal deve estar saudável, sem febre ou diarreia, com peso adequado e previamente vermifugado. Se isso não for observado, o organismo pode não responder plenamente à vacinação.

Os filhotes, até os 45 dias de vida, estarão protegidos por anticorpos que são transmitidos pela placenta da mãe durante o período de gestação e pelo aleitamento. Após esse período é necessário que tal imunidade seja fornecida aos filhotes através da vacinação.

Lembre-se de que não existe um programa de vacinação padrão e que apenas o médico veterinário pode recomendar qual o momento ideal da vacinação e contra quais doenças o animal deve ser vacinado.

Existem importantes diferenças raciais e regionais que determinam variações no esquema de vacinação dos cachorros.

No geral, o esquema utilizado para o filhote é:

45 dias – Múltipla canina (V10)

75 dias – Múltipla Canina

105 dias – Múltipla Canina

135 dias – Antirrábica

Múltipla canina (V10): inclui a proteção contra cinomose, parvovirose, coronavirose, hepatite infecciosa e leptospirose.

Cães adultos que nunca foram vacinados ou filhotes que já passaram da época de vacinação devem receber 2 doses de vacina múltipla (intervalo de 21 dias) e 1 dose de vacina antirrábica.

Isso também vale para cães de procedência desconhecida, quando não se tem conhecimento ou certeza sobre o histórico de vacinação.

Vacinas múltipla (V10) e antirrábica são obrigatórias em qualquer esquema de vacinação, mas existem outras vacinas para cães também importantes, são elas: Tosse dos canis, Giardíase e Leishmaniose Visceral Canina.

Traqueobronquite Infecciosa ("Tosse dos Cães"): causada pela bactéria Bordetella bronchiseptica de ser aplicada em cães sadios, a partir de 8 semanas de idade, repetindo uma 2ª dose com intervalo de 2 a 4 semanas. A imunidade se inicia 21 dias após a administração da segunda dose. Recomenda-se a revacinação anual, em dose única.

Giardíase: A vacina contra giardíase deve ser aplicada em cães a partir de 8 semanas de idade com duas doses com intervalo de 21 a 28 dias.

Os cães adultos que nunca foram vacinados contra a giardíase deverão receber 2 doses da vacina. A proteção se dará após 15 dias da 2ª dose da vacina. O reforço é anual com apenas 1 dose.

Leishmaniose Visceral Canina: A vacinação contra leishmaniose deve ser aplicada em cães a partir de 4 meses de idade, saudáveis e soronegativos para Leishmaniose Visceral Canina.

O protocolo completo deve ser feito com 3 (três) doses, respeitando o intervalo de 21 dias entre cada dose (aplicação). A revacinação é anual, contada a partir da 1ª. Dose.

Os animais só devem começar a frequentar as ruas depois de serem devidamente imunizados. Evite contato com animais que você desconheça a procedência ou que não estejam vacinados.

Lembre-se: A revacinação é anual e o médico veterinário é o único profissional habilitado para elaborar um correto programa de vacinação, bem como avaliar as condições do cão, verificando se ele está apto a receber a vacina.

Vermifugação em cães é uma rotina que deve ser adotada de tempos em tempos, conforme orientação de um veterinário, independentemente da presença ou não de vermes intestinais no organismo do cachorro.

Os vermes intestinais podem estar presentes nos cães principalmente em filhotes desde o seu nascimento.

A vermifugação irá auxiliar no bem-estar e na saúde do seu cão, fazendo com que ele elimine estes vermes. O mesmo vermífugo utilizado para a eliminação dos vermes é também administrado como medida preventiva.

Nunca medique seu melhor amigo sem o consentimento de seu médico veterinário; em casos de suspeitas de alguma doença leve-o a um profissional de sua confiança.

A vacinação é um dos cuidados mais importantes que devemos ter com o nosso cão ou gato. Através da vacina, o sistema de defesa do animal "aprende" a produzir determinados anticorpos, rapidamente.

A vacina contém vírus e/ou bactérias, mortos ou inativos, que não causam a doença, mas ensinam o organismo a se defender dela. A "memória" do sistema imunológico é relativamente curta nos animais.

Assim, há necessidade de "relembrar" periodicamente esse sistema de defesa como e quais anticorpos ele deve produzir. É por isso que precisamos revacinar os cães todo ano. Sem a revacinação, o animal volta a ficar desprotegido.

Todo esse processo é muito importante para a manutenção da saúde de cães e gatos, daí a necessidade de se utilizar vacinas de qualidade. Algumas doenças podem ser transmitidas dos animais para o homem (zoonoses). Vacinar é cuidar da saúde do animal de estimação e das pessoas que convivem com ele.

Você deve ter a preocupação de saber a procedência da vacina que está sendo aplicada em seu animal. Uma vacina só é considerada "boa" se tiver como origem um laboratório conceituado, que invista em pesquisas e tecnologia.

As chamadas "vacinas éticas" são produzidas por esses laboratórios e vendidas apenas para profissionais veterinários que têm o conhecimento de como armazenar o produto e em que condições o aplicar. A eficácia desses produtos é comprovada.

As chamadas "vacinas não éticas", podem ser vendidas para lojas ou pet shops. Esse nome se dá pelo fato dela não ser vendida apenas por profissionais.

Como não há controle de onde essa vacina vai parar após deixar o laboratório que a produziu, elas podem ser aplicadas até mesmo por vendedores ou funcionários de pet shops e agrícolas.

O problema está em como saber o caminho percorrido por essa vacina antes de ser aplicada em seu animal. Será que ela foi mantida o tempo todo na temperatura ideal? Será que o cão estava em condições de saúde ideais para receber a imunização naquele momento?

A eficácia desse tipo de vacinação, feita sem a supervisão de um veterinário, é discutível. Não há garantias de que seu animal estará protegido. E você arriscaria a saúde do seu amigo.

Na hora de vacinar seu cão, não aceite qualquer vacina e exija a presença de um profissional para aplicá-la. Converse com o veterinário e procure o melhor para o seu animal. Vale a pena investir na saúde dele e de sua família.

Converse também sobre a vermifugação durante a consulta com o veterinário, que deve indicar os medicamentos. Alguns profissionais pedem um exame de fezes antes de prescrever medicamentos.

Discuta a castração com o veterinário. Ele deve indicar que você espere até que o cão seja completamente vacinado antes de realizar o procedimento, mas existem outras considerações a ser feitas.

Se for o caso, esterilize as fêmeas antes do primeiro cio para reduzir as chances de desenvolvimento de tumores mamários, câncer de ovário e piometra.


Alimentação

Escolha o tipo de comida certo. Por mais tentador que seja, as rações mais baratas dificilmente serão a melhor opção para o animal. Procure alimentos que contenham altos níveis de proteína de qualidade, como peixe, frango, cordeiro, vaca ou ovos.

Discuta as opções de dietas com um veterinário e realize quaisquer alterações gradualmente para não irritar o estômago do cãozinho.

Alimente o animal corretamente. Forneça pequenas porções de ração para filhotes diversas vezes ao dia. O tamanho das porções dependerá da raça e do tamanho do cão.

Consulte um veterinário para descobrir as quantias recomendadas e sempre opte pelo menor valor disponível para a idade, o tamanho e a raça. Aumente a quantidade se o filhote parecer magro demais ou se o veterinário indicar isso. A quantidade de refeições dependerá da idade do filhote.

Os filhotes entre seis e 12 semanas devem comer de três a quatro vezes por dia.

Os filhotes entre 12 e 20 semanas devem comer três vezes por dia.

Os filhotes com mais de 20 semanas devem comer duas vezes por dia.

Siga instruções específicas para cães pequenos. As raças de cães pequenos, como Yorkshire Terrier, Spitz Alemão e Chihuahua, tendem a apresentar pouco açúcar na corrente sanguínea.

Essas raças costumam precisar de acesso aos alimentos durante o dia inteiro (ou a cada três horas) até os seis meses de idade para que não fiquem fracos e tenham convulsões.

Evite deixar a comida disponível o dia inteiro para evitar que o cão coma demais. O filhote criará um laço com você associando coisas boas, como as comidas, com os humanos e a casa. O filhote precisa de um tempo limitado para comer, que normalmente deve ser de 20 minutos.

Observe o cachorro comer para avaliar a saúde dele. Apesar da falta de interesse repentina na comida poder ser uma questão de preferência, ela também pode ser uma preocupação médica.

Você precisa notar quaisquer mudanças no comportamento do animal. Ligue para o veterinário e tente descobrir a causa da mudança.

Não dê restos de sua comida para o animal. Por mais tentador que isso seja, as comidas de humanos não são saudáveis e podem tornar o cão obeso. Além dos riscos de saúde, esse hábito pode ser bastante difícil de se controlar mais tarde.

Ignore o cão completamente enquanto estiver comendo.

Evite alimentos tóxicos. Como o organismo dos cães é muito diferente do humano, alguns alimentos podem ser tóxicos para ele.



Caso o cão tenha comido algum dos alimentos acima, entre em contato com o centro de controle de toxicologia da cidade ou com um veterinário.

Disponibilize água fresca. Diferentemente da comida, é preciso deixar uma tigela com água fresca o tempo todo para o animal.

É provável que o filhote tenha que urinar após beber uma grande quantidade de água, portanto, leve-o para fora na coleira para não ter nenhum acidente no piso de casa.

Escolha os petiscos corretos para treinar o cão. Opte por alimentos pequenos, saudáveis e que possam ser facilmente mastigados e engolidos. A ideia é informar o animal de que fez algo que o agradou rapidamente sem que isso atrapalhe a continuidade do treinamento.

Considere petiscos como cubinhos de frango, tirinhas de fígado e bifinhos de carne industrializados. Tenha opções crocantes e macias. Os petiscos macios são bons para os treinamentos, enquanto os crocantes ajudam a manter a boca do animal limpa.

Rações

Super Premium: São rações de excelente qualidade. Seus nutrientes são balanceados bem como o nível de gordura, sal e corantes são bem controlados.

Existem marcas que fizeram rações Super Premium para cada raça de cão, isso é uma grande vantagem, pois no próprio alimento existem nutrientes que cada raça necessita mais.

Ração Premium: Qualidade inferior à Super Premium, porém, o custo também é inferior. Excelente opção para pessoas que tem muitos animais e querem dar uma ração de boa qualidade com custo reduzido.

Quanto à alimentação caseira, é também uma opção de alimentação para os cães. Entretanto, essa opção é a pior possível para o animal. A grande desvantagem é que os nutrientes não são balanceados e podem conter grande quantidade de sal e gordura.

Uma dica importante é que o cão não é carnívoro e sim onívoro, sendo assim, não é correto dar alimentação apenas com carne. O correto é balancear com todos os nutrientes necessários (carboidrato 40%, proteína 40%, fibra 20%).

Evite deixar a comida à vontade, pois, outros animais (ratos, pássaros, insetos) podem se aproveitar e dividir o alimento com nossos amiguinhos. Outra desvantagem de deixar o alimento a vontade é que ele resseca no ar e perde alguns nutrientes.

A dieta do filhote de um Dobermann durante o crescimento condiciona a saúde do cachorro na fase adulta. A plena satisfação das necessidades nutricionais do cachorro em crescimento possibilita assegurar essa etapa crucial em sua vida.

Como regra geral, a dieta de um cachorro deve levar em conta, sem qualquer excesso ou deficiência, as características específicas da espécie canina, raça e a diversidade de tamanhos, além de sua capacidade de digerir os nutrientes de forma adequada.

Filhotes de Dobermann devem ser alimentados com uma ração de filhotes com alto conteúdo de vitaminas.


Higiene


Lembrando que a regra de o animal não deve sair de casa antes do fim das vacinações, também se aplica em ir ao pet shop. O banho nessa fase em que o animal ainda não terminou as vacinas pode ser dado, mas seguindo algumas regrinhas que são:

Banho em casa;

Escolher um dia bem quente;

Pela manhã;

Banho morno/frio;

Usar shampoo neutro;

Secar bem o animal com toalhas e se for possível com secador.

Banheira, bacia, tanque, chuveiro etc. Para cachorros que gostam de banho, tanto faz o local. Já para animaizinhos que detestam esta hora, o ideal é escolher um local pequeno onde ele não possa escapar.

Evite banhos ao ar livre se o tempo estiver frio ou com vento para evitar desconforto e resfriados.

Principalmente se seu pet não gosta do banho, mimá-lo após o procedimento é uma boa estratégia. Dê-lhe uma gostosura (própria para sua espécie) e faça muito carinho. Assim, ele sempre se lembrará de que a hora do banho pode ser muito boa!

Se você está acostumado (a) a tomar banho quente, de modo que a água passe pela pele com um pouquinho de ardência, saiba que esta temperatura é prejudicial até para você e será pior para o banho de seu bichinho.

Utilize água morna no inverno. Teste sempre com a parte interna do braço, como é indicado no caso de banho de bebês. Se o pelo dele for curto, faça isso a cada 15 dias; caso seja comprido, pode ser necessário dar banhos toda semana.

Lavar demais o cão resseca a pele dele e remove os óleos importantes. Apresente o cão à água gradualmente.

No caso dos xampus, é bom optar por aqueles específicos para cães, que contém os ingredientes necessários para a saúde e beleza da pelagem. Os xampus humanos podem causar alergia nos cães, por isso devem ser evitados.

Evite também aqueles muito cheirosos e artificiais, preferindo um que seja neutro e de boa qualidade. Se você leva seu animal a um Pet Shop para o banho, é importante verificar a qualidade do local e dos produtos que eles usam.

Use um spray para borrifar água e molhar todo o pelo do cão, mas evite os locais em volta dos olhos, orelhas e nariz. Depois, esfregue o produto sobre a pelagem e enxágue-a, retirando todo o xampu.

Seque o cão com uma toalha. Após os banhos, é importante dar um petisco e agradar o cão para que ele associe esse momento com aspectos positivos.

Antes de qualquer coisa, lembre-se de que a periodicidade de banho nos animais varia de acordo com sua raça (tipo de pelagem). Uma boa média é considerar banhos semanais. Claro que, no caso de o animal se sujar excepcionalmente, esta frequência pode ser alterada.


Proteja os ouvidos do animal com algodão;

Comece dando o banho apenas do pescoço para baixo para não o assustar;

Utilize água morna e produtos especializados;

Comece por um sabonete antisséptico. Este produto pode irritar os olhos, por isso use-o apenas do pescoço para baixo;

Esfregue cada patinha e entre os dedinhos;

Enxague bem. Não deixe nada de produto na pele;

Use xampu neutro próprio para o bichinho (cachorro, pelo longo ou curto) que não irrite os olhos. Lave desde a cabecinha. Enxague;

Use um condicionador próprio caso seu animal tenha pelos mais longos. Enxague;

Cuidado sempre com o focinho. Não deixe entrar o produto.

Se seu animal estiver úmido e o tempo estiver frio, com vento, ele poderá ficar com a resistência baixa e contrair um resfriado.

Além disso, lembre-se de que, se você soltar seu pet livremente em um gramado ou local com terra, você corre o risco de colocar todo o banho a perder.

O uso de um secador é obrigatório nos animais de pelos mais longos. Utilize escovas de arame (próprias para seu bichinho) e secador em temperatura fria ou morna. Jamais use o aparelho na temperatura quente sob o risco de causar queimaduras e machucar o animal.

Menos banho, mais escovação

Quando damos banho em nossos pets, retiramos deles uma camada saudável de gordura que se forma na pele e reveste os pelos. Essa camada protege o animal de agentes externos, que podem causar infecções, micoses e outros males.

Por isso, exagerar no banho para deixar o animal sempre bonito pode trazer consequências sérias para sua saúde. O banho deve ser no máximo semanal. Se quiser que o cachorro fique com a pelagem bonita entre um banho e outro, invista na escovação, que só traz benefícios.

Penteie o cão. Se o cachorro possuir pelo bem curto, uma vez por semana será o suficiente; do contrário, é necessário utilizar uma escova ou pente todos os dias para que os pelos não fiquem enrolados e cheios de nós.

Use um pente largo para desfazer os nós antes de utilizar uma escova. Não esqueça de fazer carinho e dar um petisco a ele logo depois da escovação, para que ele associe o processo com boas coisas.


Observe se existe algum problema. Ao dar um banho e deixar o corpo do Spitz bonito e cheiroso, verifique se existe algum outro problema de saúde, como pulgas, carrapatos e outros.

Analise atentamente a pele do cão e veja se há feridas, protuberâncias ou locais sensíveis, além dos ouvidos, que não devem ter odores desagradáveis e excesso de cera. Caso encontre algo considerado anormal, entre em contato com um veterinário imediatamente.

As roupinhas realmente são muito úteis nos dias frios, principalmente para os cães que possuem pelos curtos e estrutura magra. Mas elas não devem permanecer por longos períodos.

Retirar a roupinha pelo menos uma vez por dia é essencial para escovar o pelo do animal, evitando nós e deixando a pele respirar, evitando assim maiores problemas.

Pulgas, carrapatos e outras pragas podem comprometer a saúde da pele e da pelagem do seu animal. A melhor maneira de preveni-las é optando por remédios que são colocados mensalmente na pelagem do animal.

Com esse cuidado você fica tranquilo ao passear com seu cão no parque ou levá-lo ao Pet Shop, sabendo que ele está protegido contra estas pragas.


Para limpar as orelhas, jamais use cotonetes! A limpeza pode ser realizada com algodão/gaze “enrolado” no dedo. Também podem ser utilizados agentes de limpeza específicos para isso.

Todos os donos devem ter cuidados extras com as orelhas de seus animaizinhos, pois, geralmente, a anatomia das orelhas dos cães favorece a entrada de água (ao se molharem) e sujeira que podem causar doenças.

Ao dar banho, utilize um algodão para proteger as orelhas do animal. Coloque um chumaço de algodão nos ouvidos e faça leve pressão para não entrar água. Cuidado para não aprofundar muito o algodão.

Sempre confira os ouvidos após dar banho ou secar seu bichinho. Verifique se não ficou água, pois a umidade neste local pode trazer problemas de saúde e inflamações.

E, importante: não se esqueça de tirar o algodão. O abafamento do local por períodos longos pode também provocar problemas.

Para limpar as orelhas, faça-o separadamente, após o banho ou em outro momento. Você pode utilizar um algodão umedecido. Você também pode umedecer o algodão com um produto de limpeza específico. Jamais utilize objetos pontiagudos ou jogue água no ouvido de seu bichinho.

É interessante também, conversar com o veterinário sobre produtos específicos que amolecem a cera dos ouvidos. Utilize apenas os produtos que o profissional recomendar. Não confie em receitas caseiras não testadas.

Apare as unhas do cão. Aprenda a técnica de corte com um veterinário ou tratador para não machucar o animal durante o procedimento.


É preciso tomar muito cuidado, principalmente em cães com unhas escuras que dificultam a localização visual do leito ungueal.

Unhas longas demais podem machucar as patas do animal e danificar pisos e móveis.

Corte as unhas do cão uma vez por semana, a menos que o veterinário o instrua de outro modo.

Comece a cortar as unhas aos poucos, utilizando petiscos e elogios, para não sobrecarregar o animal.

Se o cachorro fica assustado, faça carinho nas patas antes de realizar o corte, recompensando-o depois. Quando ele aparentar mais conforto e calma durante o manuseio das unhas, corte-as.

Cuidado para não aparar excessivamente a unha ou a veia que está na parte interior dela poderá ser cortada. Essa área é bastante sensível e causa sangramento ao ser cortada.

Mantenha a higiene bucal do cão em dia. Dê a ele alguns brinquedos mastigáveis para deixar os dentes saudáveis e escove-os com escova e pasta específicas para cães.

Acostume o animal à escovação lentamente para que ele goste da experiência. Não esqueça de elogiá-lo muito e servir petiscos!

Mau hálito quando ocorre é chamado de halitose (canina ou felina). Assim como nos seres humanos, a maior parte dos casos de mau hálito ocorre devida ao acúmulo de placa bacteriana nos dentes, sendo a correta higienização a principal atitude preventiva.

De qualquer forma, a prevenção é a melhor saída para não ter que passar por esta incômoda situação. Veja como evitar e também tratar este problema em seu animal de estimação.

Em primeiro lugar, o correto é identificar a causa do mau hálito. Odores fortes na boca podem estar vindo da região mais superficial (a boca, propriamente dita), do estômago ou garganta.

Em casos pontuais de mau cheiro, a causa pode ser uma inflamação interna. Por isso, há de se ficar atento. Na dúvida, leve o animal a um veterinário.

Verifique se seu animalzinho não ficou com algum pedaço maior de alimento preso aos dentes ou garganta. Isso ocorre também conosco, humanos. Aquele pedaço de alimento que ficou e não foi alcançado pela escova entra em putrefação e causa o mau odor.

Outro motivo pode ser uma ocorrência pontual como ingestão de comida podre (caso ele tenha revirado algum lixo, por exemplo).

Analise se o cheiro vem mesmo da boca. Outros odores podem confundir como mau cheiro na pelagem ou infecções de ouvido, por exemplo, cujo odor pode sair também pela garganta.

Diabetes é um causador de hálito diferenciado.

Na maioria das vezes, escovam-se os dentes do bichinho pelo menos uma vez por dia. É recomendável acostumá-lo a este hábito desde pequeno.

Dar rações próprias para a raça de seu animal: rações são fabricadas também pensando na higiene bucal dos bichinhos. O hábito de dar outros tipos de alimentos a seu cão poderá desencadear gengivites, cáries e, consequentemente, o mau hálito. Doces, então, são ainda piores.

Realizar acompanhamento especializado: com a monitoria do veterinário, a boca do seu bichinho permanecerá saudável. Inclusive, há profissionais especializados em odontologia animal.

O tratamento para casos em que problemas bucais já se instalaram ocasionando mau hálito no pet, envolve:

Intervenção do veterinário: o veterinário poderá realizar procedimentos voltados à saúde bucal de seu pet assim como o dentista faz com humanos. Ele poderá retirar o tártaro, polir e verificar incidência de cáries;

Animais mais velhos estão mais suscetíveis a doenças bucais. Além disto, todo cuidado deve ser redobrado quando se trata de pets idosos.

Jamais use pasta de dentes humana em seu pet. Muito menos enxaguante bucal humano. Se ele engolir poderá ficar com dores de estômago.

Treine o cão a fazer as necessidades no lugar certo assim que chegar em casa. Quanto mais tempo passar, maior será a sujeira que você precisará limpar e mais difícil será o treinamento.

Nos primeiros dias, caso você não possua um quintal, considere utilizar um tapete higiênico, mas não esqueça que ainda é preciso levá-lo para passear e fazer as necessidades na rua.

Use alguns jornais ou tapetes higiênicos para treiná-lo quando não estiver sob sua supervisão. Não deixe o cão solto fora dos horários de brincadeiras. Coloque-o no cercadinho ou prenda-o com a coleira em uma área.

Observe os sinais de que ele precisa fazer as necessidades. Leve-o para passear imediatamente, sempre para o mesmo lugar. Elogie o cão e dê alguns petiscos quando ele fizer as necessidades ao ar livre.

Acostume o cão a ficar confinado. Este é um procedimento útil pois permite que você durma sem se preocupar com o cão e também evita comportamentos destrutivos. Além disso, é um método eficaz de fazer com que ele faça as necessidades em apenas um local.

Ensine comandos básicos ao cão. Comece a ensinar os bons hábitos logo no começo para criar um melhor relacionamento entre vocês, pois é muito difícil acabar com hábitos ruins.

Ensine-o a vir.

Ensine-o a sentar.

Ensine-o a deitar.

Acostume o cão a sair de carro. Saia com ele frequentemente para acostumá-lo e evitar a ansiedade associada às viagens de carro. Se o filhote passa mal no carro, peça medicamentos para controlar a náusea a um veterinário. Isso deve tornar a viagem mais agradável para vocês.

Explique as regras do convívio com o cão para todo mundo (ensine as pessoas a o pegarem cuidadosamente, a não brincarem com violência, etc.), principalmente para crianças pequenas.

Deixe que o cão descanse o suficiente.

Ame, dê atenção e ensine bons modos ao cão.

Se você adotou o cão por conta de uma criança, prepare-se para cuidar dele. As crianças pequenas costumam perder o interesse.

Lave as tigelas do cão diariamente com água morna e detergente neutro para prevenir doenças e bactérias, além de tornar as refeições mais agradáveis.

Tome cuidado, pois alguns cães e outros animais podem atacar e até mesmo matar o filhote. Ele é sua responsabilidade: leve-o sempre na guia para que ele não fuja ou se perca.

Não deixe nenhum objeto que possa asfixiar o cão jogado pela casa.

Espere o cão ser vacinado antes de expô-lo a outros cães. Socialize-o durante a juventude apenas com cães vacinados em ambientes não contaminados.

Atualmente, há no mercado, infinitas opções de casinhas e camas de vários tamanhos e materiais. Na hora de escolher, considere a praticidade na hora de limpar, além do conforto e da beleza.

O material é prático? O modelo facilita o acúmulo de sujeira? Nem todos os produtos utilizados em limpeza podem ser usados na higienização da casinha do seu cachorro, por exemplo.

Isso porque o animal, diferente do ser humano, pode passar a língua no chão, paredes etc. ao tentar pegar um brinquedo ou alimento. Além disso, cheiros e substâncias fortes, quando passadas na casinha ou cama do pet podem deixá-lo doente.

Outro motivo pelo qual não é o ideal recorrer aos mesmos produtos utilizados corriqueiramente em nossas casas é que os produtos veterinários são próprios para matar fungos, bactérias e outros causadores de doenças e mau cheiro sem fazer mal ao bichinho.

O ideal, portanto, é escolher produtos de confiança em petshops e casas especializadas em saúde e bem-estar animal. Leia sempre as embalagens.

Muitas substâncias tóxicas, se inaladas ou ingeridas, podem causar intoxicação ou até mesmo a morte do animal.

Se você tem uma casinha para o pet, uma dica é entrar em contato com o fabricante do item. Ele fornecerá, gratuitamente, informações sobre como higienizar o local.

Lavar com frequência os utensílios que seu bichinho usa para alimentar-se é importantíssimo não apenas para a higiene e bom cheiro do local, mas também para a saúde do pet.

Os pratinhos de comida devem ser lavados uma vez por dia com uma esponja exclusiva (deixe uma separada em uma caixa com etiqueta) e detergente neutro ou sabão de coco.

Enxague bem. Não deixe seu animal ficar lambendo o utensílio enquanto você limpa. Seque e coloque o alimento.

Lave uma vez por semana ou, no máximo, a cada 15 dias, as cobertas e tecidos que ficam na cama do seu animal. Para lavar, use sabão neutro e água quente (assim, você elimina todas as bactérias).

Saúde

Principais Preocupações: CVI (Síndrome de Wobbler), cardiomiopatia

Preocupações Menores: vWD, demodicose, osteossarcoma, narcolepsia, torção gástrica,displasia de quadril

Vistos Ocasionalmente: Albinismo

Exames Sugeridos: DNA para vWD, cardíacos, (quadril)

Expectativa de vida: 10-12 anos

Observações: O Dobermann Azul normalmente apresenta alopecia; o Dobermann Branco sofre de vários problemas sérios de saúde.

O Doberman, apesar de ser um cão forte e resistente, é propenso a problemas de pele e também a uma doença chamada cardiomiopatia – alteração do funcionamento do coração que pode provocar problemas de circulação.

Como a maioria dos cães de grande porte, pode sofrer de displasia coxofemural ou de torção de estômago. Outros problemas que podem acometer esse animal são a Síndrome de Wobbler (má formação das vértebras) e Doença de Von Willebrand – deficiência de circulação sanguínea.

Hipotireoidismo, atrofia progressiva da retina, Síndrome de Wobbler, Doença de Von Willebrand, muitas doenças são hereditárias, por isso é preciso prestar atenção a seu histórico familiar.

Alterações de comportamento podem indicar o início de alguma enfermidade. Os diagnósticos devem ser realizados apenas por um profissional, e os tratamentos preventivos consistem em visitas regulares ao médico veterinário, vacinações em dia e checagem do histórico familiar.

Um cuidado importante deve ser dirigido à dentição dos cães, que deve ser completa (42 dentes).

Problemas dentários

Neste caso o principal cuidado vai no sentido de garantir que a troca de dentes, que acontece normalmente em torno dos 6 meses, seja completa.

Se o dente de leite não cair espontaneamente, o veterinário deve ser consultado. Outro problema comum é a tendência à formação de tártaro que apresentam.

Esse problema é facilmente contornado a partir de um programa de higiene frequente e visitas regulares ao veterinário para controle.

Sinais de doença

Após os 7 anos de idade recomenda-se o acompanhamento semestral com exames complementares como urina, função renal, função cardíaca, etc.

Como os animais de estimação não falam, não devemos menosprezar os sinais que eles dão quando algo não vai bem. Alguns pets, ao sentir dores, acolhem-se em seu canto e não gostam de estímulos.

Outros, diferentemente, ficam inquietos. Algumas doenças também podem desencadear comportamentos estranhos, como pressionar a cabeça contra a parede (isso pode ser sinal de um problema neurológico).

Por isso, é da responsabilidade dos donos tomar nota de comportamentos e ações incomuns do animal entristecido ou descontrolado. Veja alguns sinais de que seu bicho de estimação pode estar doente:

Mudanças bruscas de comportamento

Quando o animal fica agressivo (se ele não é assim frequentemente) é sinal de que algo pode não estar bem. Se ele passou a ameaçar alguém da família com rosnados ou posturas de intimidação, ele pode estar se sentindo nervoso com alguma dor.

Já o cão que fica apático, sem energia e passa a dormir demais, isso pode significar várias coisas: desde a incidência de uma anemia, dores nas juntas, fraqueza decorrente de alimentação inadequada, até problemas de coração ou artrite

Se o cachorro apenas parece triste, preste atenção se houve fatores recentes que possam ter desencadeado um quadro depressivo: você tem tido tempo para brincar com ele? Sua família tem dado atenção a ele? Há algum animal ou membro novo na família (ele pode estar com ciúmes)?

No caso de cães realmente prostrados, a doença pode ser mais complexa. Se ele se isolou completamente sem causa aparente, tome as devidas providências para descobrir o motivo.

Coçar, lamber ou morder-se

Cães que começam a ter este comportamento com muita frequência, principalmente com foco apenas em um lugar do corpo, podem estar com algum problema de pele, pulgas, carrapatos, objetos presos em seu pelo, pele ou patas, enfim, seu bicho precisa de intervenção.

Caso não haja nenhum objeto ou incidência de parasitas, seu pet pode estar com alguma alergia ou doença de pele. Ainda pode ser um sintoma de stress.

Vômitos e diarreias

Apenas um episódio de vômito ou alguns episódios ocorridos após um fato que justifique (como a ingestão de muita gordura, guloseima diferente ou algo que seu animal não devia comer) são comuns.

Porém, se seu pet está vomitando muitas vezes e os sintomas envolvem diarreia, procure imediatamente o veterinário.

Perda de apetite ou muita sede

Seu animalzinho fechou a boca para comer? Não tem apetite ou está comendo menos que o normal? Isso pode significar que algo não vai bem com sua saúde.

Da mesma forma, sede excessiva sem uma justificativa conhecida (como exercícios ou clima quente) também não é comum. Leve-o ao veterinário.

Desmaios, convulsões, tremedeira ou pressionar a cabeça na parede

Problemas neurológicos podem acometer animais de estimação de várias formas. Se seu bichinho está mais lento que o normal, tem tremedeiras ou, até mesmo simples problemas comportamentais, estes sintomas podem ser atribuídos a desordens neurológicas.

Há vários tipos de problemas neurológicos em animaizinhos: alguns são congênitos e outros podem se desenvolver com a idade.

Há causas como doenças infecciosas, traumáticas, degenerativas, hereditárias, vasculares e intoxicações. De qualquer forma, o dono deve ficar atento. Veja alguns sinais:

Cegueira (animal se bate em objetos da casa);

Confusão mental e problemas cognitivos (não reconhece o dono rapidamente, fica parado em frente à parede ou objetos, não localiza a comida, água ou chamados);

Falta de equilíbrio (cai com facilidade);

Anda compulsivamente (fica andando em círculos ou sem direção por muito tempo);

Movimenta os olhos na horizontal sem parar;

Apresenta um certo desvio na cabeça (como se estivesse com torcicolo);

Apresenta convulsões (contração de membros ou do corpo todo);

Dificuldades de locomoção (não consegue subir escadas ou levantar-se com as patas traseiras);

Atenção a todos estes sintomas: seu bichinho pode estar sofrendo de uma doença com ou sem cura. O que importa é que, o quanto antes seja identificado o problema, melhor será para ele.

Por isso, leve seu amigo a consultas regulares ao veterinário. Principalmente se seu pet tiver idade avançada.

 
Fédération Cynologique Internationale

País de origem: Alemanha

País patrono: Não tem

Data de publicação do padrão oficial: 14/02/1994

Utilização: Guarda

Classificação F.C.I.

Grupo 2 - Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços.

Seção 1 - Pinscher

Nome no país de origem: Dobermann




Aparência geral

O Dobermann é um cão de porte médio, forte e musculosamente construído. Através das elegantes linhas de seu corpo, sua estatura arrogante e sua expressão de determinação, ele configura a estampa de um cão ideal.

Proporções importantes

O tronco do Dobermann se afigura quase quadrada, particularmente nos machos. O comprimento do tronco, medido desde a ponta do ombro até a ponta do ísquio (nádegas), nos machos, não deve ser maior que 5% da sua altura na cernelha e, nas fêmeas, 10%.

Comportamento / Temperamento

A atitude do Doberman é amigável e calma; muito devotado à família ele ama as crianças. É desejável um temperamento e aspereza médios. É exigido um limiar de excitação médio com um bom relacionamento com seu dono. De fácil aprendizado, o Doberman adora o trabalho, devendo possuir para tal, expressiva habilidade, coragem e dureza. São também exigidos os valores de autoconfiança e intrepidez, como também, adaptabilidade e atenção para se encaixar no ambiente social.

Cabeça

Região craniana

Crânio: Robusto em proporção ao tronco. Visto por cima, a cabeça tem um contorno moderadamente cuneiforme. Visto pela frente, o topo do crânio é quase horizontal sem descair para as orelhas.

De perfil, a linha superior do focinho é quase reta, em relação à linha superior do crânio, a qual se arredonda sutilmente para a linha superior do pescoço. A arcada superciliar é bem desenvolvida, sem protrusão.

O sulco sagital é brandamente visível. O occipital não deve ser eminente. Visto de frente e de topo, as faces da cabeça não devem ser salientes.

O suave arqueamento entre a região posterior da maxila e o osso malar deve harmonizar-se com o comprimento total da cabeça, cujos músculos devem ser bem desenvolvidos.

Stop: Suave mas, visivelmente desenvolvido.

Região facial

Trufa: Narinas bem desenvolvidas, mais para larga que para redonda, com aberturas amplas, sem protrusão no conjunto. Preta nos cães pretos; nos marrons, cores correspondentes mais claras.

Focinho: Está em proporção correta com o crânio devendo ser fortemente desenvolvido e com profundidade. A abertura da boca deve ser ampla, alcançando os dentes molares. Na região dos incisivos, superiores e inferiores, o focinho deve ter boa largura.

Lábios: Pele bem ajustada e bem modelada aos maxilares, o que garante uma oclusão totalmente cerrada da boca. O pigmento das gengivas deve ser escuro; nos cães marrons a nuança é correspondente e mais clara.

Maxilares / Dentes: Maxilares poderosos, tanto o superior quanto o inferior, mordedura em tesoura, 42 dentes corretamente engastados e de tamanho médio.

Olhos: De tamanho médio, ovais e de cor escura. Nuanças mais claras são permitidas em exemplares marrons. Pálpebras bem ajustadas e revestidas pela pelagem. Alopecia das pálpebras é altamente indesejável.

Orelhas: De inserção alta, portadas eretas e operadas com um comprimento proporcional à cabeça. Nos países cuja otectomia é proibida, as orelhas inteiras são igualmente reconhecidas (de preferência, tamanho médio com a borda anterior caindo rente às faces).

Pescoço

De bom comprimento, sendo proporcional ao tronco e à cabeça. É seco e musculado. O contorno emerge gradualmente, com uma curvatura suave. Portado empinado exibindo muita nobreza.

Tronco

Linha superior:

Cernelha: Pronunciada tanto do comprimento quanto na altura, especialmente nos machos, determinando, desse modo, a inclinação da linha superior subindo da garupa para a cernelha.

Dorso: Curto e firme, de boa largura e bem musculado.

Lombo: De boa largura e bem musculado. A fêmea pode ser mais longa no lombo em razão da necessidade de espaço para a lactação.

Garupa: Suavemente caída, dificilmente perceptível do osso sacro à raiz da cauda, parecendo bem arredondada, sem ser reta nem muito caída, de boa largura e bem musculada.

Peito: De comprimento e largura em correta proporção com o comprimento do tronco. A profundidade, com costelas suavemente arqueadas, deve ser de, aproximadamente, 50% da altura na cernelha. Peito de boa largura e antepeito especialmente bem desenvolvido.

Linha inferior: Do final do esterno à pélvis perceptivelmente esgalgada.

Cauda: De inserção alta e amputada curta, na região aproximada da articulação da segunda com a terceira vértebra caudal (duas vértebras caudais permanecem visíveis). Nos países cuja caudectomia é proibida a cauda pode permanecer íntegra.

Membros

Anteriores

Aparência geral: Visto de qualquer ângulo, são quase retos, verticais e fortemente desenvolvidos.

Ombros: Escápula bem ajustada contra o tórax, ambos os lados da borda da escápula são bem musculados alcançando acima do ápice da vértebra torácica, o mais inclinada possível e bem acoplada ao dorso. O ângulo com a horizontal é de, aproximadamente, 50%.

Antebraços: Forte e reto. Bem musculado. Comprimento em harmonia com o corpo inteiro.

Cotovelos: Trabalhando bem ajustado ao tórax, sem ser para fora.

Braços: De bom comprimento, bem musculado, com o úmero fazendo um ângulo com a escápula, aproximado, de 110º a 115º.

Carpos: Forte.

Metacarpos: Ossatura forte. Visto de frente, reto. Visto de perfil, somente uma suave inclinação, máximo 10º.

Patas: Anteriores: pequenas e compactas. Dígitos bem arqueados para cima (pés-de-gato). Unhas curtas e pretas.

Posteriores

Aparência geral: Visto por trás, o Doberman parece, que por causa do seu bom desenvolvimento muscular pélvico no coxo e garupa, largo e arredondado. Os músculos correndo do osso pélvico para a coxa e a perna resulta numa largura bem desenvolvida, assim como na região da coxa, na região da articulação do joelho e na perna. Os posteriores fortes, retos e paralelos.

Coxas: De bom comprimento e largura, bem musculada. Boa angulação coxofemoral, fazendo um ângulo aproximado de 80º a 85º com a horizontal.

Joelhos: Articulação forte sendo formada pela coxa com a perna, bem como a rótula. Angulação aproximada de 130º.

Pernas: De comprimento médio e em harmonia com o comprimento total do membro posterior.

Metatarso: Curto e vertical.

Jarretes: médio forte e paralelo. A tíbia articula-se com o metatarso na articulação do jarrete (ângulo em torno de 140º).

Patas: Como as anteriores, os dígitos são curtos, arqueados e compactos. Unhas curtas e pretas.

Movimentação

De especial importância tanto para a capacidade de trabalho quanto para a aparência externa. Movimentação elástica, elegante, ágil e boa cobertura de solo. Os membros anteriores alcançando o mais longe possível. Os posteriores fornecendo uma propulsão elástica e de boa amplitude. Anteriores e posteriores de lados opostos movendo-se simultaneamente. Apresenta boa estabilidade nos posteriores, ligamentos e articulações.

Pele: Ajustada, toda bem amoldada e bem pigmentada.

Pelagem

Pelos: Curtos, duros e retos. Muito bem assentes, lisos e igualmente distribuídos em toda a superfície. Sem subpelos.

Cor: Preto ou marrom, com marcações vermelho ferrugem claramente definidas e limpas: no focinho, uma ilha em cada face e acima dos olhos, no topo dos supercílios, na garganta, duas marcas no antepeito, no metacarpo, metatarso e pés, na face interna das coxas, nos membros e sob a cauda.

Tamanho / peso

Machos: 68 - 72 cm.

Fêmeas: 63 - 68 cm.

O tamanho médio é o desejado.

Machos em torno de 40 - 45 quilos.

Fêmeas em torno de 32 - 35 quilos.

Faltas

Qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade. Cabeça: muito pesada; muito estreita; muito pequena; muito longa; pouco stop; nariz romano; linha superior do crânio muito inclinada; mandíbula fraca; olhos redondos ou rasgados; olhos claros; bochechas muito pesadas; lábios pendentes; olhos protuberantes ou muito profundos; orelhas de inserção muito alta ou muito baixa; comissura labial caída.

Pescoço: Ligeiramente curto; muito curto; pele solta na garganta; barbela; muito longo (em desarmonia); pescoço de ovelha.

Tronco: Falta de firmeza no dorso; garupa caída; oscilação de dorso; dorso carpeado; arqueamento de costelas insuficiente ou excessivo; profundidade ou largura de peito insuficiente; linha superior muito longa; falta de antepeito; cauda de inserção muito alta ou muito baixa; esgalgamento insuficiente ou excessivo.

Membros: Angulação muito aberta ou muito fechada; cotovelos soltos; desvio da posição padrão e do comprimento de ossos e articulações; patas muito compactas ou espalmadas; jarrete de vaca, expulsão de jarretes, jarretes muito juntos; patas abertas ou cedidas; dedos tortos; unhas claras.

Pelagem: Marcação muito clara ou de contorno indefinido; marcação suja; máscara muito escura; mancha preta no metacarpo; marcação no peito quase invisível ou muito grande; pêlos longos, macios, encaracolados ou foscos. Pelagem fina, alopécia; grandes tufos de pêlos principalmente no tronco; subpêlo visível.

Caráter: Autoconfiança inadequada; temperamento muito forte; aspereza muito alta; limiar de excitação muito baixo ou muito alto.

Talhe: Desvio do tamanho em mais de 2cm do determinado pelo padrão resulta baixo nível de qualidade.

Movimentação: Bamboleante; curta ou dura; passo de camelo.

Faltas eliminatórias

Gerais: Características sexuais acentuadamente reversas.

Olhos: Amarelos (olhos de falcão); olhos louçados.

Dentadura: Prognatismo superior, mordedura em torquês, prognatismo inferior e falta de dentes.

Pelagem: Manchas brancas; pelos acentuadamente longos ou ondulados; pelagem acentuadamente fina ou grandes áreas de alopecia.

Caráter: Exemplares medrosos, nervosos ou agressivos.

Talhe: Desvio maior que 2 centímetros.

Notas

Os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.