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CACHORRO É MELHOR QUE GENTE

Este blog é para aquelas pessoas que como eu são apaixonadas por cachorros e conhecem o amor e lealdade incondicionais desses animais.

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domingo, 12 de junho de 2016

10 Principais doenças de gatos, suas causas e tratamentos



Assim como quaisquer outros animais, os felinos tem tendências a uma série de complicações específicas ao longo de suas vidas, e as doenças de gatos mais comuns somam dez problemas bastante incômodos, que devem ser prevenidos e tratados de maneira adequada para que os bichanos possam ter qualidade de vida.

As funções respiratória e renal são algumas das mais afetadas no que diz respeito às doenças de gatos mais frequentes e, portanto, devem estar sempre no foco das atenções de quem conta com um bichano de estimação em casa. O trato urinário e intestinal dos felinos também são propensos a algumas complicações bastante comuns, e as doenças transmitidas por meio de vírus diversos também fazem parte da lista de problemas que devem contar com atenção especial.

Insuficiência renal crônica, doenças do complexo respiratório e do trato urinário felino, verminoses, retroviroses, micoplasmoses, intoxicações, inflamações intestinais, linfomas alimentares e hepatopatias formam o conjunto das doenças mais comuns em gatos e, com isso em mente, elaboramos um guia simples e prático para que os donos de bichanos entendam um pouco mais sobre essas complicações, tendo condições para identificar os problemas o quanto antes e buscar a solução mais adequada.

Nunca é demais lembrar que, ao perceber qualquer sinal de doença ou mudança brusca de comportamento no seu felino, a visita a um profissional veterinário se faz extremamente importante; já que, somente ele terá condições reais de avaliar e diagnosticar as complicações, assim como indicar o melhor e mais adequado tratamento para elas. Confira, abaixo, a descrição completa da lista de doenças mais comuns em gatos, suas formas de prevenção e tratamento mais frequentes.

Insuficiência Renal Crônica

Causada por fatores que podem incluir inflamações, cistos ou a alteração natural dos rins do felino, a Insuficiência Renal Crônica em gatos aparece de maneira lenta e silenciosa; dificultando que os donos do bichano notem a sua presença e atrasando a definição de um diagnóstico preciso.

Cálculos renais e infecções urinárias são algumas das consequências mais comuns nos bichanos com esse tipo de problema, e o aumento da ingestão de líquidos e do volume urinário estão entre os primeiros e principais sintomas de que possa haver alguma complicação nos rins do felino.

Infelizmente, na maioria dos casos, a insuficiência renal em gatos só começa a manifestar sintomas mais claros quando atinge níveis avançados do desenvolvimento da doença, como vômitos, apatia, diarreia escura, úlceras, desidratação, perda de apetite, enjoos e urina com cor esbranquiçada ou alaranjada.

Mais comum em felinos de idade avançada, o problema pode acometer bichanos de qualquer idade, sendo que, quanto antes a complicação for notada, mais rápido e eficiente será o tratamento e a recuperação do animal.

Sem cura, a doença pode ter seus sinais bastante amenizados por meio do tratamento adequado (que inclui a reposição de líquidos no corpo desidratado do animal), e suas piores consequências também podem ser retardadas – sendo que a prevenção do problema pode ser feita por meio da administração de uma dieta bastante úmida para o felino desde pequeno.

Complexo Respiratório Felino

Rinotraqueíte viral (também conhecida como Gripe de Gato) e Calicivirose são as principais doenças do complexo respiratório felino e, além de causarem muito incômodo por causa de seus sintomas, podem levar os gatos à morte quando não tratadas da maneira correta. Transmitida pelo Herpesvírus, a doença se propaga por meio do contato direto entre um animal saudável e um infectado, assim como pelo uso comum de objetos que possam conter secreções de um gato contaminado pelo vírus.

Prevenidas por meio da vacinação polivalente Tríplice ou Quádrupla, as doenças respiratórias nos felinos se manifestam de variadas formas, podendo ocasionar depressão, falta de apetite, febre e corrimentos nasais e oculares no bichano. Quanto mais jovem for o felino acometido pela doença, piores podem ser as suas consequências e sintomas, sendo que a perda da visão e até mesmo o óbito são possibilidades reais quando o problema não é tratado imediatamente.

O tratamento pode incluir desde antibióticos para evitar a contaminação por outras doenças oportunistas até a simples ventilação e limpeza de ambientes em que o gato conviva (além da higienização das partes afetadas no felino, como olhos e nariz). Portanto, ao perceber qualquer sinal da doença, marque uma visita ao veterinário; pois, a rapidez no início do tratamento faz toda a diferença para a qualidade de vida do animal.

Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos

Embora suas causas não sejam sempre definidas, uma série de fatores pode influenciar o aparecimento da Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIF), incluindo infecções bacterianas, pedras no trato urinário e até mesmo sedentarismo.

Predisposição genética, idade, estresse e uma alimentação pouco balanceada também podem ser de grande influência para o aparecimento da doença nos gatos, que pode causar sangue na urina, dificuldade em urinar, aumento do volume de urina e a micção em locais atípicos, além do principal sintoma, que é a obstrução uretral.

A reposição dos fluidos perdidos pelo animal é a principal forma de tratamento, e atitudes simples podem ser bastante eficientes na prevenção desse tipo de problema, como fornecer uma dieta balanceada aos gatos (com rações secas e úmidas, além de muita água), e evitar o confinamento e o sedentarismo, mantendo caixas de areia sempre limpas e disponíveis.

Verminoses e outras Parasitoses Intestinais

Bastante comum em gatos e cães, as verminoses e parasitoses em bichanos são zoonoses causadas pela penetração de larvas e hospedeiros de vermes e parasitas nos bichanos. Carnes cruas, pulgas e roedores são alguns dos principais agentes transmissores das doenças desse tipo, e devem ser evitados na vida do felino para que ele corra riscos menores de contaminação.

Podendo ser transmitidas, também, por meio da amamentação de uma gata contaminada para a sua cria, as complicações dessa categoria desencadeiam sintomas que incluem desde o aumento do volume abdominal e fezes moles e com a presença de parasitas até vômitos, anemia e a obstrução de órgãos como estômago, intestino e coração – podendo levar o animal a morte quando não tratadas com rapidez.

A vermifugação e as higienizações constantes estão entre as maneiras mais eficientes de prevenção das verminoses e parasitoses, sendo que o tratamento para as doenças desencadeadas por tais agentes inclui, também, a administração de medicamentos antibióticos para os gatos.

Retroviroses

Podendo acometer bichanos de qualquer idade, as Retroviroses felinas têm a FIV – Vírus da Imunodeficiência Felina (também conhecida como a AIDS Felina) e a FeLV – Leucemia Felina como suas principais referências, e podem ser fatais, já que deixam o organismo dos bichanos infectados sem proteção alguma para outras contaminações mais graves.

Perda de peso, apatia e perda de apetite são alguns dos principais sintomas das retroviroses em gatos, facilitando o aparecimento de outras infecções e problemas como diarreia, otites, gengivites, tumores, anemia e até mesmo alterações neurológicas e mudanças bruscas de comportamento.

Evitar deixar o felino em ambientes com aglomeração de gatos e mantê-lo em casa para evitar brigas com bichanos de rua são algumas das formas de prevenir que seu animal seja infectado por estas doenças - transmitidas por meio do contato direto com animais contaminados, incluindo mordidas e lambeduras.

Sem cura, as retroviroses felinas são tratadas para que sejam diminuídos os sintomas das doenças no bichano, permitindo que ele leve uma vida com mais qualidade e por mais tempo.

Micoplasmose

Causada pelos parasitas celulares haemofelis ou haemominutum, a Micoplasmose Felina causa desidratação, dores nas articulações, apatia, perda de peso, aumento de temperatura e mucosas de cor amarelada nos gatos acometidos pela doença, sendo a anemia a sua principal característica.

A pulga é um dos agentes transmissores mais comuns da doença, no entanto, acredita-se que as mordidas de gatos contaminados também possam propagar a complicação. Boa parte dos felinos que desenvolvem os sintomas mais graves da doença têm o sistema imunológico comprometido por doenças como a FIV e a FeLV, e devem ser testados para verificar a presença da Leucemia ou da AIDS Felina.

O tratamento da micoplasmose felina é feito com o uso de antibióticos, e pode ser acompanhado por medicamentos que incluem corticoides e anti-anêmicos, além de medidas de suporte como transfusões de sangue. Em muitos casos, mesmo quando assintomáticos, os gatos ainda são portadores do problema, e o acompanhamento da saúde o bichano com um profissional veterinário é extremamente importante para evitar reincidências da complicação.

Intoxicações

As intoxicações em gatos são, além de comuns, bastante prejudiciais e capazes de levar o pet à morte em questão de horas, quando não tratadas imediatamente. Plantas, rodenticidas (venenos para ratos) e parasiticidas (remédios contra parasitas) são alguns dos fatores principais para a causa de intoxicações em felinos, que acabam entrando em contato com esse tipo de substância de maneira frequente e, muitas vezes, sem o conhecimento de seu proprietário.

Convulsões, hemorragias, tremores, dificuldade para respirar, alteração de consciência e vômitos são alguns dos principais sintomas de um bichano intoxicado e, ao notar qualquer destes sinais, o animal deve ser encaminhado imediatamente para uma clínica veterinária – diminuindo os riscos de morte do pet por meio do pronto atendimento.

A administração de antídotos específicos e a internação do gato para a observação são algumas das medidas de tratamento mais comuns nestes casos, sendo que transfusões de sangue também podem ser recomendadas de acordo com o caso.

Doença Inflamatória Intestinal

Também conhecida pela sigla DII, a doença inflamatória intestinal nos felinos é causada pela entrada de células inflamatórias no trato gastrointestinal dos bichanos, e não há um agente específico conhecido.

Causando sintomas como vômitos crônicos, diarreia com sangue, perda de apetite e de peso, a doença só pode ser diagnosticada com certeza por meio da biópsia do intestino do animal, já que diversos outros problemas também desencadeiam os sinais mais típicos da DII. Comum em gatos idosos, a doença é tratada por meio de dietas balanceadas e medicamentos anti-inflamatórios.

Linfoma alimentar

Tido como uma neoplasia (crescimento celular exagerado) maligna que se mostra cada vez mais comum aos gatos, o Linfoma Alimentar é, também, uma das doenças de diagnóstico mais complicado. Afetando o trato gastrointestinal, a doença tem uma propensão maior a ocorrer em felinos mais velhos e da raça Siamês, podendo prejudicar, ainda, fígado, esôfago e pâncreas.

Tendo diarreias, perda de peso, dificuldade em defecar, fezes com sangue e vômitos entre os seus principais sintomas, o linfoma alimentar é uma das doenças que mais cresceu em incidência no mundo dos felinos ao longo dos últimos anos.

Tratados de acordo com a gravidade do caso, os linfomas podem ser divididos em células grandes e pequenas, sendo que a quimioterapia endovenosa e a administração de medicamentos orais específicos são, respectivamente, as formas mais indicadas de tratamento – podendo proporcionar uma sobrevida de até 2 anos.

Hepatopatias

As Hepatopatias (doenças hepáticas) mais conhecidas no mundo felino são a Lipidose Hepática e o Complexo Colangiohepatite, sendo que cada uma delas conta com características específicas e diferenciadas.

Causada pela falta de alimentação prolongada, a Lipidose Hepática causa vômitos, anorexia, perda de peso e alterações neurológicas nos gatos, podendo desencadear cegueiras, salivação excessiva e até convulsões nos bichanos. Seu diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, radiografias, ultrassonografias e possivelmente biópsias; e seu tratamento tem uma dieta balanceada como base, podendo incluir, ainda, a internação do animal e a administração de vitaminas e medicamentos específicos, em casos extremos são utilizadas sondas esofágicas para alimentação forçada.

Consistindo na inflamação do ducto biliar e do fígado, o Complexo Colangiohepatite pode ser classificada como aguda, crônica ou linfocítica. Anorexia, vômitos, diarreia, desidratação, depressão, febre e dor abdominal fazem parte da lista de possíveis sinais da doença, sendo que a pancreatite e a inflamação intestinal também podem se manifestar junto com ela.

Seu diagnóstico pode ser indicado por meio de exames de sangue e confirmado por meio de uma biópsia hepática. O tratamento varia de acordo com a gravidade do caso, sendo feito com medicamentos antibióticos na grande maioria das vezes; e podendo ser acompanhado, inclusive, por estimuladores de apetite para o bichano.

Tendo conhecimento destas complicações, fica evidente a necessidade de atenção e cuidados dos donos dos bichanos, sendo válido salientar mais uma vez que, no caso de observação de qualquer sintoma no felino, a visita a um médico veterinário se faz primordial.

Link deste artigo: http://www.cachorrogato.com.br/gato/causas-doencas-gatos/



sexta-feira, 10 de junho de 2016

Como Limpar Filhotes de Gato


Os gatos têm o hábito de se limpar com a língua, e, por isso, geralmente seus donos não precisam dar banho neles na idade adulta. Filhotes, no entanto, não conseguem limpar certas áreas: a cabeça, as costas e a parte traseira do corpo.
Em muitos casos, a mãe ajuda os pequenos a atingir esses locais. Portanto, seu papel como dono é suprir essa necessidade até que o bichinho esteja velho o bastante para se cuidar sozinho. Se ele estiver muito sujo, dê um banho completo. No entanto, limpar pontos específicos do pelo pode ser suficiente.
Limpando um filhote de gato com um pano úmido
Se o gatinho não estiver muito sujo, limpe-o com um pano úmido. Filhotes costumam limpar a si mesmos com a língua, mas há alguns pontos que eles não alcançam — a cabeça, as costas e a parte traseira do corpo.
A mãe pode ajudar nesses locais. Se você fizer esse papel, terá de limpar o gatinho com frequência para que ele permaneça saudável e higiênico.
    • Limpar o gatinho com um pano úmido também usa menos água que um banho completo. Assim, é uma estratégia segura para deixar o animal acostumado ao processo.
Tente limpá-lo após cada refeição. Muitos filhotes, principalmente os mais jovens, fazem bagunça ao se alimentar. Depois que seu bichinho comer, massageie seu corpo inteiro com um pano úmido e limpo. Dedique-se ainda mais ao abdômen e à genitália — o que pode encorajar o animal a se aliviar.
Umedeça um pano macio e seco com água morna. Veja se ele não é áspero a ponto de irritar o gatinho. Se o animal estiver muito sujo, considere passar um xampu veterinário no pano. Esses xampus são vendidos em qualquer pet shop.
Comece lavando as costas do gato. Use o pano úmido com a água morna. Faça movimentos que sigam a direção do pelo para evitar machucar ou irritar o animal. Segure-o e fale com ele com um tom calmo para deixá-lo confortável. Muitos filhotes estão acostumados a receber carinho nas costas. Por isso, limpe somente essa área até que seu bichinho se familiarize com o pano.
    • Se o filhote ficar nervoso ou assustado durante a limpeza, pare por um momento e faça carinho nele. Continue falando com sua voz calma. Ele pode começar a confiar mais em você quando souber que suas queixas serão ouvidas.
Com cuidado, limpe o gatinho de frente para trás. Comece no rosto e nas patinhas dianteiras; avance às costas e ao abdômen; termine nas patas traseiras. Evite os olhos, as orelhas e o nariz! A menos que a cabeça do bichinho esteja muito suja, evite até se aproximar dela. De qualquer maneira, não se preocupe: o gato provavelmente a limpará por conta própria após o banho.
Preste muita atenção à área que fica abaixo da cauda. Filhotes têm dificuldade de atingi-la e suas mães costumam ajudá-los. É por isso que os gatos tendem a se virar e lamber essa região enquanto são acariciados: é um sinal de confiança, como eles confiavam em suas mães quando eram mais novos.
    • Considere limpar a parte traseira do gato em dias alternados — principalmente se ele não fizer isso por conta própria. Isso o deixará mais feliz e saudável, além de evitar maus cheiros.
    • Se o gato não se limpar, pode ser um sinal de que está obeso.
Continue limpando o gato até que ele fique em perfeito estado. Se ainda houver sujeira na sua pelugem, repita o processo usando outro pano. Quando ele estiver completamente limpo, leve-o a um lugar aquecido para que ele descanse até se secar.
    • Remova o excesso da água com uma toalha para deixar o filhote quase seco. Se deixá-lo molhado e com frio, ele pode ficar doente.
Dando banho em um filhote de gato

Se o gatinho estiver muito sujo, dê um banho nele. Lembre-se: esses animais costumam lamber o próprio pelo para se limpar; por isso, só precisam de banhos completos quando ficam muito sujos ou têm pulgas.
Nesses casos, usar um mero pano pode não ser suficiente. Trate do animal imediatamente após ele se sujar; se esperar, ele pode ficar desconfortável ou desenvolver erupções cutâneas. Prepare os "ingredientes" antes de começar:
    • Uma flanela e toalhas limpas.
    • Xampu para gatos; evite sabonetes humanos, substâncias de limpeza e produtos químicos fortes.
    • Uma bacia, pia ou tina de madeira impermeabilizada. Evite dar banho no gatinho em um ambiente externo — se ele tentar fugir, será mais difícil encontrá-lo.
Lembre-se de comprar um xampu específico para gatos. Não use xampu para humanos, sabonetes ou detergentes! O pelo e a pele do gatinho são muito sensíveis e produtos destinados a humanos podem ressecá-los.
Planeje o que fazer após o banho. Escolha um local e prepare um espaço aquecido e aconchegante para o gatinho relaxar. Opte por um cômodo na casa onde haja uma porta, uma cortina ou algum tipo de barreira para animais.
    • Prepare um local aconchegante sob uma luminária de mesa (ou outra fonte de luz). Se tiver uma almofada elétrica para animais, use-a. O gatinho estará com frio e molhado após o banho; por isso, tentará encontrar um lugar quente.
    • Prepare um mimo (ou o jantar) para o gato após o banho. O animal gostará desse tratamento.
Preencha uma pia bacia rasa com água morna — nem quente nem fria demais. Teste a temperatura na pele do punho para ver se ela está agradável; isso é muito importante. A pele de gatos é sensível: água quente pode queimá-la, enquanto água fria pode reduzir a temperatura do corpo dos animais a um nível perigoso. Veja também se o recipiente não é fundo a ponto de o filhote se afogar.
Leve o gatinho à bacia com cuidado. Preencha-a com água antes disso. Muitos gatos não têm medo do líquido em si, mas do barulho das torneiras. Quando se assustam com ele, passam a temê-lo. Faça carinho no bicho para deixá-lo tranquilo e calmo. Fale com um tom calmo durante o banho.
    • Leve-o à água com muita calma. Deixe que ele fique na bacia por alguns segundos. Depois, tire-o e seque suas patas. Recompense o bom comportamento do animal.
    • Se o gato resistir muito ao banho, tente deixá-lo acostumado aos poucos por duas semanas. No fim da segunda semana, você poderá dar banho nele sem resistência — até com a torneira ligada.
Passe xampu no gato até formar espuma. Antes disso, veja se ele está totalmente molhado. Passe um pouco do produto em um pano ou na sua mão e, depois, no pelo do bichinho. Cubra toda a sua pelugem, indo da cabeça à cauda. Use um dedo para remover os resíduos de urina e fezes que tenham secado e ficado grudados.
    • Evite dar banho no gatinho usando um sabonete, a menos que esteja combatendo pulgas. Se for o caso, consulte o veterinário para encontrar um produto adequado para o animal.
    • Não deixe que os produtos — água, xampu, sabonete etc. — entrem em contato com o rosto e os olhos do animal. Eles podem irritá-lo e deixá-lo estressado. Se o filhote entrar em pânico, passará a associar o banho a coisas negativas.
Enxague o gatinho por completo. Encha um copo com água e derrame o líquido aos poucos no corpo do bicho. Vá com calma e cuidado, tentando atingir todas as áreas e remover todo o xampu. Use uma flanela ou uma toalha de rosto úmida para limpar os produtos do rosto do animal. Fale com ele com um tom calmo caso ele resista ou pareça estar assustado.
    • Se o gato ficar agitado nesse ponto, peça que outra pessoa o imobilize enquanto você derrama a água.
    • Se a torneira da pia tiver a função spray, use-a (em uma configuração baixa, de modo a não machucar o animal).
    • Não ponha o gatinho logo abaixo da torneira. Caso contrário, a água pode entrar nos olhos do bicho e deixá-lo assustado.
Use a menor quantidade possível de água. Não mergulhe o gatinho a ponto que ele fique desconfortável. Ele pode não conseguir flutuar por conta própria. Use a mão para molhar as patas traseiras e a parte inferior da barriga do animal.
Dê um banho rápido no gatinho e, depois, envolva-o com uma toalha limpa e seca. Depois, leve-o a um local aquecido para que ele termine de secar. Se possível, fique com o animal e tente confortá-lo e acalmá-lo.
    • Esfregue a toalha na direção em que os pelos do gato crescem para acelerar o processo de secagem. Isso o deixará aquecido em menos tempo, caso esteja com frio.
Escovando o pelo de um filhote de gato
Escove a pelugem do gato se ela não estiver muito suja. Caso contrário, dê banho no animal e só esfregue seu pelo em seguida.
    • Se você tiver resgatado ou adotado o gato da rua, pode escovar seu pelo para remover pulgas. Isso também ajuda a estimular a circulação e a melhorar o estado da pele do gatinho.
    • Essa escovação é ainda mais importante em gatos com pelos longos. Nesses casos, a pelugem fica manchada e suja com muito mais facilidade.
Escolha a escova ou o pente certo para seu filhote. O acessório varia de acordo com o comprimento e o tipo de pelo do animal. Veja se ele está com pulgas. Se sim, use um pente fino para remover essas pestes da pele.
    • Vá a pet shops para comprar pentes de metal especiais. Consulte o veterinário se tiver dúvidas quanto ao que usar.
Escove o gato da cabeça à cauda, na direção em que o pelo cresce. Se o fizer na direção errada, você pode irritar o animal e fazer seu pelo cair. Escove todo o seu corpo, principalmente no abdômen, nas costas e nas patas traseiras.
    • Alguns gatos podem resistir à escovação. Tenha paciência e não force o bichinho. Fale com um tom calmo quando quiser cuidar dele e tente deixá-lo confortável.
    • Limpe a escova periodicamente durante o processo. As cerdas do objeto podem acumular sujeira e pelos, deixando-o menos eficaz.
Tente usar duas escovas caso seu bichinho resista à primeira. Gatos se limpam naturalmente e o filhote pode ficar irritado quando você tentar ajudá-lo. Ele também pode só estar curioso. Se começar a morder a escova, deixe o objeto à sua frente — para que o filhote o cheire. Depois, passe a usar a segunda escova. Assim, o animal poderá ver o acessório enquanto é escovado. Com o tempo, passará a gostar desse tratamento, deixando que você o escove quando quiser.
    • Repita o processo quando necessário. Troque as escovas com frequência. Sempre que o animal pegar o acessório, passe a usar o item de reserva.
Dicas

  • Deixe a caixa de areia do gato limpa. O animal pode ficar incomodado se você não limpar a bagunça (incluindo as fezes) periodicamente.
  • Deixe o espaço em que o gato vive limpo. Se ele ficar dentro de casa, organize-a e cuide bem das áreas que o animal frequenta. Ele ficará menos sujo se puder brincar em ambientes adequados.

A Síndrome do Gato Paraquedista



Ninguém pode negar que o gato é um excelente animal de estimação. Diferente dos cães os gatunos são praticamente independentes, limpos, silenciosos e não exigem passeios diários. Com isso estão cada vez mais presentes nas casas e principalmente nos apartamentos.

Quem tem gato sabe da sua paixão por alturas e caça a passarinhos e insetos. Ao avistarem um desses animais voando do lado de fora da janela os gatinhos simplesmente pulam atrás de sua presa. As quedas acidentais não podem ser deixadas de lado, mesmo o gato sendo um excelente equilibrista.

Os gatos jovens caem com mais frequência e os estudos apontam para um padrão nas lesões nesse tipo de acidente. Foi por causa deste padrão que o termo Síndrome é utilizado muitas vezes.

O mecanismo de queda

Foi constatado que, quando os gatos caem de uma altura de sete andares ou mais possuem a habilidade de rotacionar o corpo para corrigir a postura, abrir os membros como num voo planado (paraquedista) e consequentemente reduzir a velocidade na queda. Dessa maneira os gatinhos minimizam as lesões, pois o impacto é distribuído pelo corpo.

Quando a queda é de uma altura menor ou igual a seis andares não há tempo suficiente para essa rotação e correção da postura, portanto as lesões costumam ser mais graves.

As lesões

Entre o primeiro e o sexto andar as lesões vão ficando cada vez mais graves devido à altura e nestes casos os traumas geralmente ocorrem nos membros e na cabeça (fraturas). Quando a queda é a partir do sétimo andar o gatinho consegue “planar” e cair, não com as patas no chão, mas com o peito e a barriga. Sendo assim os traumas na região do tórax são mais comuns.

Tratamento

O tratamento vai depender das lesões, portanto ajuda bastante se você souber de qual andar o gatinho caiu. Não menospreze nenhuma situação, pois apesar de menos intensos os traumas a partir do sétimo andar, eles podem complicar e levar ao óbito do animal em poucas horas. O mesmo vale para quedas do primeiro e segundo andar.

Muitas vezes os animais conseguem andar normalmente depois da queda, principalmente nos andares mais altos. Isto não significa que nada de grave aconteceu. As lesões nos pulmões podem ser silenciosas e demorar horas para aparecerem.

Prevenção

A melhor prevenção, e que deveria ser obrigatória, é o uso de telas em todas as janelas de apartamento. As telas protegem os gatunos e as crianças.

Estas informações são apenas para elucidar os proprietários sobre a síndrome do gato paraquedista. Nunca medique seu gato sem orientação de um veterinário.

Gatos sempre caem em pé

Sempre, não. Quase sempre. Mas isso não impede que eles se arrebentem no impacto contra o solo

Não, os gatos nem sempre caem de pé. Eles precisam de uma altura mínima para ter tempo de virar o corpo. E "altura mínima", nesse caso, quer dizer "mínima" mesmo: apenas 30 centímetros são suficientes. Acima disso, a maioria dos bichanos já é capaz de corrigir a postura e cair sobre as próprias patas. O segredo está em seu apurado sistema vestibular - um conjunto de órgãos do ouvido interno que cuida do equilíbrio.

Isso não significa, contudo, que os gatos saiam sempre ilesos de uma queda. Na verdade, eles se machucam menos quando despencam de lugares mais altos - a janela de um apartamento no 7º andar, por exemplo. Quedas de uma altura entre o 2º e o 6º andares de um prédio costumam ser as piores, ainda que o impacto contra o solo seja aparentemente mais leve.

Paraquedistas

Eis a explicação para esse fenômeno. Quando cai de uma altura entre o 2º e o 6º andares, o gato normalmente não atinge sua velocidade máxima em queda livre (média de 96 km/h). E isso faz toda a diferença. Até atingi-la, o animal se ajeita para o impacto corrigindo a postura e estendendo as patas para baixo. Resultado: ao se chocar contra o solo, ele está com a musculatura rígida, o que aumenta o risco de fratura.

Em quedas do 7º andar para cima, no entanto, os 96 km/h costumam ser alcançados. Quando isso acontece, o gato instintivamente alinha seus membros na horizontal e relaxa a musculatura. "Nessa posição, aumenta o atrito com o ar e o animal tende a desacelerar", diz a veterinária Roberta Oliveira de Carvalho, da UFMG. É o que se chama de síndrome do gato paraquedista. "Relaxado na hora do impacto, o risco de fratura é menor."

No final da década de 1980, dois veterinários da clínica Animal Medical Center, em Nova York, examinaram 132 gatos que haviam caído do 2º ao 32º andar. Notaram que 90% deles tinham sobrevivido, embora muitos com lesões sérias. Mas continuaram vivos - graças, sobretudo, à tal síndrome do paraquedas.

Uma limitação desse estudo é que os pesquisadores avaliaram apenas os gatos levados à clínica. Aqueles que morreram no tombo ficaram de fora das estatísticas. Por isso, não custa prevenir. Se você tem um gatinho e mora nos primeiros andares de um prédio, cuide bem para que ele não despenque da janela ou da varanda. O estrago pode ser pior que uma queda do último, pois o bichano não terá o mesmo tempo para se habituar ao tombo.

A altura do tombo

Os andares mais perigosos para os bichanos vão do 2º ao 6º

Queda a partir do 7º andar

Quando despenca do 7º andar para cima, o gato atinge sua velocidade máxima em queda livre (96 km/h). Instintivamente, ele alinha as pernas na horizontal. Nessa posição, o atrito com o ar é maior e o animal desacelera. Ao bater no chão, está com os músculos relaxados, o que diminui o risco de fraturas e lesões musculares.

Queda do 2º ao 6º andar

A velocidade máxima em queda livre não é atingida antes do impacto. Quando chega ao solo, as pernas do gato estão voltadas para baixo e sua musculatura está rígida - o que aumenta o risco de fratura. Quanto mais alto o andar, mais sérias costumam ser as lesões.

Queda do 2º andar

O gato também não atinge a velocidade máxima em queda livre e chega ao solo do mesmo jeito: com as pernas para baixo e todo rígido, correndo o risco de fraturar vários ossos.

Olhos e ouvidos

Ao cair, os olhos e os ouvidos internos do gato enviam sinais ao cérebro, avisando que seu corpo está desalinhado em relação ao solo.

Cérebro e músculos

Rapidamente, o cérebro aciona a musculatura do animal, que corrige sua postura em plena queda. Primeiro, ele vira a cabeça. Depois, o corpo todo - tudo numa fração de segundo.

Acima do peso

E um gato gordão, conseguiria virar o corpo durante uma queda? Segundo os veterinários, sim. Mas lembre-se da lei da física: quanto maior a massa do bichano, maior a força do impacto contra o solo.